ARRASTE 0%
Português Inglês Irlandês Alemão Sueco Espanhol Francês Japonês Chinês Russo
Avançar para o conteúdo

Imagens mostram Evo Morales sofrendo suposto atentado a tiros dentro de veículo em estrada boliviana (vídeo)

    Governo de Luis Arce diz que o ex-presidente simulou um auto atentado, enquanto o partido MAS emitiu nota denunciando a “tentativa de assassinato” – LEIA E ASSISTA

    RECEBA Urbs Magna no Canal WHATSAPP

    Evo Morales publicou um vídeo nas redes sociais mostrando o momento em que seu carro era alvo de tiros. A Rádio Kawsachun Coca informou que ao todo 14 tiros foram disparados contra o ex-presidente da Bolívia. As imagens que viralizam nas redes sociais mostram o motorista ferido com marcas de sangue na cabeça e no peito enquanto seguia com o automóvel em movimento na estrada.

    A gravação original foi postada pela filha de Evo Morales na rede social X. Evaliz Morales Alvarado acusou o governo de Luis Arce de usar “grupos irregulares, paraestatais legitimados” pelo presidente da Bolívia para matar o presidente do MASP IPSP (Movimento ao Socialismo — Instrumento Político para a Soberania dos Povos).


    Mas para o governo do ex-aliado Luis Arce, há suspeita de um possível “autoataque” na denúncia de Morales. O coordenador do Ministério da Presidência em Santa Cruz de la Sierra disse que será feita uma investigação sobre a denúncia, sugerindo que pode ser uma tentativa de vitimização de Morales, que enfrenta acusações de tráfico e estupro. Ele destacou que não há mandado de prisão contra o ex-presidente e que a Polícia Boliviana não tem ordens nesse sentido, para que a militância não pense que já existe um mandado.

    Durante uma onda de protestos, camponeses apoiadores de Morales bloqueiam estradas para evitar sua prisão, enquanto ele enfrenta uma investigação por suspeita de abuso de menor, a qual nega. Os bloqueios, que duram duas semanas, paralisam o país, afetando o abastecimento de combustíveis e elevando os preços dos produtos básicos, agravando a crise econômica na Bolívia.

    Em sua conta na plataforma, Morales postou um comunicado do partido MAS, denunciando “uma tentativa de magnicídio (assassinato de pessoa ilustre)” contra o ex-presidente “na manhã de hoje, 27 de outubro de 2024, por volta das 06:30“. O texto diz que o veículo com Morales “se deslocava para a localidade de Lauca, a fim de realizar seu habitual programa de rádio“, quando “foram emboscados por dois veículos com homens fortemente armados“, que estavam “vestidos completamente de preto e dispararam contra os veículos em que se deslocava Evo Morales“.

    RECEBA Urbs Magna no Canal WHATSAPP

    O primeiro veículo foi atingido por pelo menos 4 disparos de arma de fogo. Diante dessa situação, Evo Morales trocou precipitadamente de veículo, e este foi atingido por 14 disparos. Nesse último veículo, o condutor foi atingido por um disparo que lhe raspou a cabeça e outro que atingiu o braço“, informou o MAS, acrescentando que, “segundo testemunhas dos fatos, os carros que transportavam os efetivos que perpetraram o atentado contra Evo Morales ingressaram posteriormente no quartel militar e depois em um helicóptero que os aguardava na pista de aterrissagem“.

    O MASP IPSP responsabiliza “Luis Arce Catacora, Eduardo del Castillo, ministro de Governo, e Edmundo Novillo, ministro da Defesa, por este atentado contra a vida de Evo Morales e das companheiras e companheiros que estavam com ele” e observa que “este não é um acontecimento isolado“, sendo “demonstração evidente de que estamos diante de um governo fascista que não hesita em atentar contra a vida do ex-presidente Evo Morales, em contratar grupos paramilitares, em criminalizar a protesto social e em levar a Bolívia a um confronto fratricida“.

    Por vim, a nota do partido faz “um chamado à comunidade internacional para condenar este fato e às instâncias previstas por lei para a individualização dos responsáveis e a correspondente sanção penal“.


    Arce intensificou os esforços para desobstruir vias em Cochabamba, mobilizando 1.700 policiais e 113 veículos. Os confrontos com manifestantes pró-Morales resultaram em 14 agentes feridos e 44 civis detidos, com episódios mais violentos ocorrendo em Parotani.

    Também na mesma plataforma de microblog, políticos conhecidos condenaram o ataque a Morales e se solidarizaram com o ex-presidente boliviano. O ex-presidente do Equador, Rafael Correa, escreveu: “Um abraço solidário e latino-americano ao nosso querido companheiro Evo Morales. Pensam que a luta dos povos a pararão com balas assassinas. ¡Jallalla Bolívia!

    Morales afirmou que os bloqueios persistirão e criticou o presidente Arce, pedindo respeito pelo povo e a resolução dos problemas econômicos atuais. Por sua vez, Arce respondeu que seu governo “não permitirá que o interesse de uma pessoa se sobreponha ao bem-estar coletivo”, em clara referência ao ex-presidente. Atualmente, há 16 pontos de bloqueio na Bolívia, causando desabastecimento e dificuldades à população.

    RECEBA Urbs Magna no Canal WHATSAPP

    Discover more from Urbs Magna

    Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

    Continue reading