A avaliação é do Datafolha, em divulgação na imprensa neste sábado, e o comentário é da deputada federal Erika Kokay
“A direita e a extrema direita fizeram tanta crueldade contra o povo brasileiro nos últimos anos, que a identificação com a esquerda dispara e vai a 49%, recorde da série histórica“, afirma a deputada federal Erika Kokay, em seu perfil no microblog Twitter, neste sábado (4/6), sobre divulgação de mátéria em que o Datafolha faz a avaliação.
“A direita trabalha para aprofundar as desigualdades. A esquerda luta por um mundo mais justo!“, disse ainda a parlamentar, que ocupa um assento na Câmara dos Deputados, pelo Partido dos Trabalhadores, do Distrito Federal.
Veja abaixo e leia mais a seguir:
Matéria na Folha de S. Paulo, neste sábado (4/6), mostrou que a pesquisa Datafolha identificou que o percentual, que abrange ideias sobre comportamento, valores e economia, é o mais alto da série histórica para a pesquisa, iniciada em 2013.
De 2017, quando foi realizado o levantamento anterior, para cá, o perfil ideológico mudou: antes havia uma divisão mais igualitária entre direita (40%) e esquerda (41%), e agora a segunda opção é predominante.
A pesquisa, feita a partir de respostas dos entrevistados a perguntas sobre temas que separam as duas visões de mundo – como drogas, armas, criminalidade, migração, homossexualidade e impostos – , mostra que 34% têm ideias próximas à direita e 17% se localizam ao centro.
É sob esses humores que o país se prepara para a eleição presidencial de outubro, com disputa polarizada entre dois candidatos associados aos dois universos: pela esquerda, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que lidera as intenções de voto, e, pela direita, o presidente Jair Bolsonaro (PL).
A pesquisa do Datafolha com a conclusão sobre inclinação política, que ouviu 2.556 pessoas acima dos 16 anos em 181 cidades de todo o país nos últimos dias 25 e 26, também trouxe o petista com 48% das preferências no primeiro turno, ante 27% do postulante à reeleição.
