Deputado comemora acareação no STF dizendo que Toffoli acertou, pois banqueiros se contradisseram e BC expôs provas da compra fraudulenta do Master pelo BRB; o parlamentar citou distrações como fofocas de Malu Gaspar perderam força; e conclui que o foco volta ao calote de R$ 12 bilhões, além de torcer por delações – ENTENDA
Brasília (DF) · quarta-feira, 31 de dezembro 2025
O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) celebrou publicamente os desdobramentos da investigação sobre fraudes bilionárias no Banco Master, interpretando a acareação realizada nesta quarta-feira (30/dez) como uma vitória estratégica do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a audiência no âmbito do inquérito do qual é relator.
O magistrado quis confrontar os envolvidos na tentativa frustrada de venda do Banco Master ao Banco de Brasília (BRB), em meio a suspeitas de criação e negociação de carteiras de crédito fictícias avaliadas em R$ 12,2 bilhões.
Inicialmente planejada para incluir três participantes, a acareação acabou ocorrendo apenas entre os banqueiros Daniel Vorcaro (controlador do Banco Master) e Paulo Henrique Costa (ex-presidente do BRB), após o depoimento do diretor de Fiscalização do Banco Central (BC), Ailton de Aquino Santos, ser considerado esclarecedor o suficiente para dispensá-lo do confronto direto.
Os depoimentos individuais precederam o procedimento, e fontes próximas ao STF destacaram contradições nas versões dos investigados, o que justificou a manutenção da acareação entre eles.
Essa reação do deputado Rogério Correia reflete sua interpretação de que o confronto expôs fragilidades nas defesas dos banqueiros, reforçando as provas apresentadas pelo BC sobre a “vexatória” aquisição de uma instituição financeira em grave crise — descrita como “podre” pelo deputado.
Em sua postagem no X, Correia disse que “certo do Ministro Toffoli, os banqueiros bateram cabeças e o Banco Central teve que apresentar as provas contra a vexatória compra de um banco podre, MASTER, por um banco estatal, BRB”.
E diz que torce “para que os banqueiros delatem o esquema”, acrescentando que “o governador [do Distrito Federal] Ibaneis [Rocha] já tem pesadelos com a Papuda e [o senador] Ciro Nogueira [PP-PI] não dorme nem com remédios”.
Ao torcer por eventuais delações e mencionar as figuras políticas, o parlamentar sugere que colaborações premiadas poderiam revelar influências ou pressões políticas para viabilizar o negócio, ampliando o alcance da investigação além das irregularidades financeiras puras.
Para o deputado, “as conversas fiadas e fofocas para desviar o foco, deram lugar ao centro da investigação, a operação da PF que descobriu 12 bilhões de calote”, referindo-se diretamente às reportagens da jornalista Malu Gaspar (colunista de O Globo), publicadas neste mês, que alegavam, com base em fontes anônimas, pressões do ministro Alexandre de Moraes (STF) sobre o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em favor do Banco Master, além de contrato milionário do escritório da esposa de Moraes com o banco.
Segundo Correia, com a acareação no STF, o foco voltou ao essencial: a Operação Compliance Zero da Polícia Federal (PF), deflagrada em 18 de novembro de 2025, que revelou fraude central de cerca de R$ 12,2 bilhões (valores variam entre R$ 12 bi e R$ 17 bi em transferências totais) — criação de carteiras de crédito fictícias pelo Banco Master para vender ao BRB (banco estatal do DF), configurando calote bilionário com prejuízo ao erário.
Isso reforça, na visão do deputado, as provas financeiras concretas contra os banqueiros, superando distrações periféricas envolvendo o STF.
O comentário de Correia foi motivado diretamente por reportagem da CNN Brasil, que detalhou como o depoimento do diretor de Fiscalização do BC, Ailton de Aquino Santos, complicou a defesa dos banqueiros.
Segundo a matéria, as oitivas desta quarta-feira STF ocorreram com cada banqueiro depondo por cerca de duas horas e meia, enquanto Aquino falou por uma hora e 20 minutos. Seu testemunho foi avaliado como “extremamente valioso”, “útil, precisa, didática e detalhada” por fontes do STF, contrastando com as declarações “erráticas e contraditórias” de Vorcaro e Costa.
Prova disso: Aquino foi dispensado da acareação subsequente, que durou cerca de 40 minutos apenas entre os banqueiros, decidida em comum acordo entre o juiz auxiliar de Toffoli e a delegada Janaína Palazzo, da Polícia Federal (PF).
Atualizações de veículos como O Globo e Valor Econômico confirmam que divergências nos depoimentos iniciais de Vorcaro e Costa justificaram o confronto direto, fortalecendo a tese de irregularidades na venda de carteiras de crédito fictícias ao BRB, estimadas em R$ 12,2 bilhões.
A BBC News Brasil relata que a acareação serviu para esclarecer controvérsias, com Aquino excluído após seu depoimento ser considerado esclarecedor. Já o g1 e Metrópoles destacam a sequência: Vorcaro depôs primeiro por quase quatro horas, seguido por Costa e Aquino, em procedimento acompanhado por representante da Procuradoria-Geral da República (PGR).
No núcleo da apuração está a operação da PF que identificou calote bilionário via criação artificial de ativos para inflar o Banco Master, cuja aquisição pelo BRB – banco estatal do DF – foi vetada pelo BC antes da liquidação em novembro.
Embora reportagens não estabeleçam vínculo direto de Ibaneis Rocha ou Ciro Nogueira às fraudes financeiras centrais, fontes como Jornal Local e Hora do Povo apontam articulações políticas anteriores, com lideranças do PP e União Brasil facilitando aproximações entre as instituições, o que alimenta especulações sobre ramificações.
A expectativa agora recai sobre possíveis delações, que poderiam ampliar o inquérito sigiloso relatado por Toffoli.

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A falta de caráter mostrando o resultado nas insonias brasilienses!🤣😅😍
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