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Hugo Motta coloca governo Lula em sinuca de bico com R$ 11 milhões extras por deputado em emendas

    Presidente da Câmara libera R$ 5,6 bilhões adicionais para garantir apoio no Congresso, mas verba depende do Planalto

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    Hugo Motta
    HUGO MOTTA durante coletiva de imprensa na chapelaria do Congresso Nacional | Foto de Brenno Carvalho/O Globo


    RESUMO <<O presidente da Câmara, Hugo Motta, anunciou a liberação de R$ 11 milhões extras em emendas de comissão por deputado, totalizando R$ 5,6 bilhões, que se somam aos R$ 19 bilhões de emendas individuais e R$ 14 bilhões de bancadas estaduais. A manobra busca apoio massivo no plenário, mas depende do aval do governo Lula, que enfrenta um dilema entre ceder à pressão ou manter a responsabilidade fiscal>>


    Brasília, 08 de julho de 2025

    Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados (Republicanos-PB), jogou uma carta ousada na mesa política: cada deputado terá direito a R$ 11 milhões extras em emendas de comissão, um total de R$ 5,6 bilhões, que se juntam aos R$ 19 bilhões de emendas individuais e R$ 14 bilhões de bancadas estaduais.

    O objetivo? Garantir apoio maciço no plenário para suas pautas prioritárias. Mas há um porém: a liberação dessa verba depende do governo Lula, que agora se vê em uma sinuca de bico, equilibrando pressões políticas e a necessidade de responsabilidade fiscal.

    A movimentação joga mais lenha na fogueira dos debates sobre o uso político do orçamento e a transparência na gestão pública.

    As emendas de comissão são uma ferramenta poderosa no jogo político. Diferentemente das emendas individuais e de bancada, que têm execução obrigatória, essas verbas dependem do aval do Executivo, dando ao governo o poder de decidir quem recebe – ou não.

    Segundo a Folha de S.Paulo, Motta está usando os R$ 11 milhões por deputado para consolidar sua liderança na Câmara, angariando apoio para votações importantes.

    A estratégia, porém, não é nova: lembra o chamado “orçamento secreto”, que, até ser reformulado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2024, era criticado por falta de transparência.

    Mesmo com as novas regras do STF exigindo rastreabilidade, a prática ainda é vista como clientelista por muitos.

    Como funciona o processo?

    Os deputados indicarão os destinos dos R$ 11 milhões às comissões temáticas da Câmara, como Saúde, Educação ou Turismo. Essas indicações serão votadas e registradas em ata, atendendo à decisão do STF, relatada pelo ministro Flávio Dino, para evitar desvios e irregularidades, como os investigados em operações policiais recentes.

    No entanto, líderes partidários e Motta terão cotas ainda maiores, proporcionais às suas bancadas, o que levanta questionamentos sobre a concentração de poder e a equidade na distribuição dos recursos.

    O total de emendas de comissão para 2025 está previsto em R$ 10,5 bilhões, mas os R$ 5,6 bilhões adicionais anunciados por Motta ainda não têm garantia de liberação.

    Fontes próximas ao governo, citadas pelo jornal revelam que o Planalto está dividido: liberar a verba pode custar caro em termos fiscais, mas negar pode enfraquecer a base aliada em votações cruciais, como a PEC da Segurança e a ampliação da isenção do Imposto de Renda, previstas para esta semana.

    A jogada de Motta não passa sem controvérsia. Em entrevista à CNN Brasil, ele defendeu a necessidade de cortes em emendas e maior rigor fiscal, mas a liberação de R$ 5,6 bilhões extras contradiz esse discurso.

    Parlamentares de partidos criticam o que chamam de “farra orçamentária”, enquanto algumas matérias sobre a notícia e posts no X, como o de Thiago dos Reis, que diz que tem dito que ele é o Jornal Nacional do Lula”.

    Segundo o empresário, “a Globo não deu destaque” ao assunto. Ele ainda sugeriu que a medida de Mota é “chantagem” usando os termos “congresso da mamata, “não vamos recuar” e “Brasil soberano”.

    A sociedade, por sua vez, questiona se essas emendas realmente atendem às necessidades do país ou apenas servem para engordar redutos eleitorais.

    Sinuca de bico para Lula

    O governo Lula está entre a cruz e a espada. Aprovar os R$ 5,6 bilhões pode minar a credibilidade do discurso de ajuste fiscal, especialmente em um momento de aumento de impostos e críticas à gestão econômica.

    Por outro lado, vetar a liberação pode custar apoio político em um Congresso já dividido.

    O embate entre Motta e o Planalto reflete uma prática que se enraizou na política brasileira, onde verbas públicas viraram moeda de troca.

    Enquanto isso, um misto de desconfiança e esperança comprime o peito dos cidadãos comuns brasileiros com mais conhecimento sobre o tema, mas nada pode fazer sobre o destino de bilhões que poderiam transformar suas cidades – ou apenas alimentar velhas práticas políticas.


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    5 comentários em “Hugo Motta coloca governo Lula em sinuca de bico com R$ 11 milhões extras por deputado em emendas”

    1. CLEUSA CANTUARIA SANTIAGO

      Não é simples. Esses políticos fisiológicos e patrimonialistas só enxergam seu próprio umbigo e são maioria no congresso atual. Enquanto o orçamento for arma na mão deles, o presidente terá que fazer escolhas espinhosas como essa. São, de fato, inimigos do povo.

    2. Reinaldo Gonçalves da cruz

      Hugo Motta é chantagista, o governo não deve se curvar diante desses descompromissados.

    3. Carlos Augusto de Medeiros Lima

      Problema tá mesmo nos políticos mama o quê mal intencionados por não vai ser empresário para contribui com Pais

    4. Jair Francisco Lusa

      Lula não libera, simples assim, que executa orçamento é o executivo e ponto!
      O regresso não fala em austeridade?
      Esse Ugo Bota que se exploda!

    Os comentários estão fechados.

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