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    Lula é ovacionado de pé sob “Olê, Olá” em espanhol, em Barcelona, ao pedir: “Chega com essa loucura de guerra” (vídeo)

     

    Mensagem foi direcionada a Trump, Putin, Starmer, Macron e Xi Jinping, cujos países têm vozes decisivas na Organização das Nações Unidas – Leia a íntegra do discurso

    Presidente Lula em Barcelona

    Presidente Lula discursa na Primeira Reunião da Mobilização Progressista Global, realizada em Barcelona (Espanha), no sábado (18.4.2026) Imagem reprodução / @LulaOficial/X

    @urbs.magna "Pelo amor de Deus, parem com essa loucura de guerra que o mundo não aguenta mais" Lula coloca de pé líderes latinos e público da 1ª Reunião da Mobilização Progressista Global, em Barcelona, neste sábado (18/abr) #Lula #barcelonaES #DonaldTrump #ira #UN #EmmanuelMacron #XiJinping #VladimirPutin #keirstarmer ♬ som original – https://urbsmagna.com

    Barcelona (ES) · 18 de abril de 2026

    Em Barcelona, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, neste sábado (18/abr), da primeira reunião da Mobilização Progressista Global, iniciativa que reúne forças de centro-esquerda para fortalecer a democracia e o multilateralismo em resposta aos desafios globais.

    Diante de milhares de participantes na Fira de Barcelona, Lula iniciou sua fala parabenizando o primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez pela organização do evento.

    “Eu queria começar a minha fala dando os parabéns ao presidente Pedro Sanchez pela organização extraordinária de um evento progressista que tenta mostrar ao mundo que a democracia não morreu”, afirmou, segundo a transcrição do discurso acompanhada ao vivo.

    Ele destacou a coragem de Sánchez ao defender posições firmes em temas de política internacional.

    O presidente brasileiro enfatizou que o nome da iniciativa — Mobilização Global Progressista — carrega um programa de ação claro.

    Diante de cerca de 5 mil pessoas que se identificam como progressistas, ele descreveu a divisão política entre aqueles que priorizam o indivíduo e os que defendem o bem-estar coletivo.

    “O campo progressista conseguiu avançar na pauta dos direitos. A situação dos trabalhadores, das mulheres, das pessoas negras e de muitas minorias é melhor hoje do que foi no passado”, disse Lula.

    Ele reconheceu, porém, que o progressismo enfrentou limites no campo econômico. “O projeto neoliberal prometeu prosperidade e entregou fome, desigualdade e insegurança. Provocou crise atrás de crise”.

    Para Lula, muitos governos de esquerda acabaram gerenciando as “mazelas do neoliberalismo”, o que abriu espaço para a extrema-direita se apresentar como antissistema.

    O primeiro mandamento, segundo ele, deve ser a coerência: “Não podemos nos eleger com um programa e implementar outro. Não podemos trair a confiança do povo”.

    Lula listou demandas populares que transcendem rótulos ideológicos: comida de qualidade, moradia digna, educação e saúde acessíveis, política climática responsável e trabalho com jornada equilibrada.

    Ele apontou os “verdadeiros culpados” pela desigualdade: “Um punhado de bilionários concentra a maior parte da riqueza mundial”.

    A desigualdade, argumentou, não é fatalidade, mas escolha política. O que define os progressistas é a opção pela igualdade.

    No plano internacional, o presidente defendeu um multilateralismo reformado, com regras que valham para todos nos organismos como o Conselho de Segurança da ONU, Banco Mundial, FMI e OMC.

    Ele criticou o uso da força em detrimento da paz e citou conflitos recentes, incluindo ações no Oriente Médio.

    Lula recordou sua mediação em 2010 junto a Turquia e Índia para um acordo nuclear com o Irã, que, segundo ele, não foi aceito na época. “Nós precisamos acabar com essa história de contar mentira sobre as pessoas para depois destruir as pessoas”.

    Com 80 anos, Lula improvisou um trecho pessoal, lembrando sua trajetória de operário a presidente. “Eu tenho 80 anos de idade. Eu tentei presidente Pedro Sanchez eu tenho conversado muito com Deus e tenho dito para Deus que eu quero viver 120 anos”, declarou, explicando que a motivação por uma causa — democracia, liberdade e igualdade — impede o envelhecimento.

    Ele reafirmou não desejar guerra com nenhuma potência e cobrou dos membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU o cumprimento de suas obrigações pela paz.

    O discurso de Lula ocorreu no contexto de dois dias intensos em Barcelona.

    Na sexta-feira (17/abr), ele e Pedro Sánchez presidiram a primeira Cúpula bilateral Espanha-Brasil no Palau de Pedralbes, onde assinaram 15 acordos de cooperação.

    Sánchez elogiou a visão compartilhada de ambos em defesa da democracia e pediu desculpas públicas a Lula pelos insultos da presidenta da Comunidade de Madri, Isabel Díaz Ayuso, que se referiu aos participantes como “narcoestados”.

    La Vanguardia destacou a reunião como parte de três eventos progressistas simultâneos na capital catalã, com Lula e Sánchez lançando um “front internacional” diante da “onda trumpista”.

    O jornal catalão registrou o esforço para repensar a esquerda e fortalecer respostas ao extremismo.

    O evento reforça a articulação entre líderes como Lula, Sánchez, a presidenta mexicana Claudia Sheinbaum e outros para projetar soluções baseadas em justiça social e instituições democráticas.




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