Hospitais privados de São Paulo já restrigem chegada de UTIs aéreas oriundas de outros Estados

14/01/2021 0 Por Adriana Farias

Sírio-Libanês e Albert Einstein estão trabalhando com taxa de internação acima do primeiro pico ocorrido em abril de 2020

Profissional da saúde prepara maca especial para transporte de paciente com covid-19 em UTI aérea em meio à pandemia no Brasil. DIVULGAÇÃO / BRASIL VIDA

Grandes hospitais particulares de São Paulo estão no limite por conta da explosão de internações causadas pela Covid-19 pós-festas de fim de ano. Hospitais como Sírio-Libanês e Albert Einstein estão trabalhando com taxa de internação acima do primeiro pico ocorrido em abril de 2020 e, por isso, estão restringindo pacientes transferidos por UTIs aéreas de outros Estados da Federação, principalmente, os oriundos do Norte e Nordeste, como Manaus e Belém que estão com as redes publicas e privadas colapsadas nesse início de ano.

Para dar conta da demanda, um funcionário do Hospital Sírio-Libanês informou ao El País, que alas desativadas estão sendo abertas e áreas administrativas convertidas às pressas em mais leitos para vítimas da pandemia. Já o presidente do Albert Einstein, Sidney Klajner, informou em uma entrevista concedida à Folha de São Paulo, que “a curva é crescente e a situação vai piorar”.

Apesar de coordenarem de modo a atender todos os pacientes que procuram por essas instituições, há filas de espera para pacientes que precisam ser atendidos em UTIs e houve ao menos uma recusa de internação de paciente de outro Estado no Sírio Libanês e o Albert Einstein, a depender do dia e da situação da demanda local por leitos, também já recusou pacientes de outros Estados.

Em contrapartida, as empresas que realizam o transporte de pacientes por UTIs aéreas informaram, ao El País, que a demanda tem aumentado nos primeiros doze dias do ano, no país todo. O tempo de espera que chegava a ser de duas horas até o final do ano passado, hoje pode ser o dobro do tempo ou até mais. A rota de fuga, nesses casos, têm sido hospitais em Porto Alegre, Goiânia e Belo Horizonte.

Em São Paulo foi registrado, em um único dia, mais de 1.274 mortes pela doença e o número de casos vem crescendo de forma acelerada após as festas de fim de ano.


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