Comentário foi feito após da “grave” revelação do jornalista, de que Michele e Eduardo “estavam entre os maiores defensores do golpe armado contra a posse de Lula“, conforme primeira delação de Mauro Cid – SAIBA MAIS
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A Presidenta Nacional do Partido dos Trabalhadores e deputada federal pelo Paraná, Gleisi Hoffmann, afirmou neste domingo (26/jan) que a “hora da verdade está chegando” para o “conversa mole” do “inelegível“, referindo-se à esperada denúncia do procurador-geral da República, Paulo Gonet, quanto à responsabilização criminal do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por tentativa de golpe de Estado.
Segundo Lauro Jardim, em publicação no Globo deste domingo, o entorno do indiciado três vezes pela PF (Polícia Federal) aguarda a decisão da PGR para os próximos dias. O jornalista acrescenta que nas últimas semanas de 2024, mesmo às vésperas dos feriados, Paulo Gonet bateu ponto em seu gabinete na Procuradoria.
A gestora do maior partido de esquerda da América Latina argumentava sobre a revelação, que ela considerou “muito grave“, de que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e também o filho do “inelegível” até 2030, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), “estavam entre os maiores defensores do golpe armado contra a posse” do Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
No domingo (26/jan), o jornalista Elio Gaspari levou ao ar, na Folha de S. Paulo, “a primeira delação de Mauro Cid (leia a íntegra no final)”.
Gleisi observa que tanto a Michelle quanto Eduardo “eram e ainda são as pessoas mais próximas do inelegível e seus maiores porta-vozes na política“.
E que por isso “fica cada vez mais insustentável a conversa mole de que ele não tinha nada a ver com a trama contra a democracia, que previa até o assassinato de Lula, [do vice-Presidente Geraldo] Alckmin e [do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal)] Alexandre de Moraes“.
A parlamentar encerra seu comentário sobre o assunto dizendo que, para Bolsonaro, “a hora da verdade está chegando“
Veja abaixo e leia mais a seguir:
É muito grave saber que Michele e Eduardo Bolsonaro estavam entre os maiores defensores do golpe armado contra a posse de Lula, de acordo com a primeira delação de Mauro Cid, publicada hoje pelo jornalista Elio Gaspari. Eram e ainda são as pessoas mais próximas do inelegível e…
— Gleisi Hoffmann (@gleisi) January 26, 2025
Elio Gaspari mostrou na Folha que “o ministro Alexandre de Moraes mantém sob sigilo os depoimentos do tenente-coronel Mauro Cid na sua colaboração premiada para a investigação dos planos golpistas de 2022/2023“. E que “são mais de dez depoimentos“. O jornalista publicou um resumo do “primeiro, de 28 de agosto de 2023. Tem seis páginas, algum método e menciona mais de 20 pessoas“.
Segundo Gaspari, Cid destacou que, após a vitória de Lula, três grupos se formaram em torno de Jair Bolsonaro. O primeiro desejava que ele se tornasse o líder da oposição, convocando as pessoas a voltarem para suas casas; nesse grupo estavam Flávio Bolsonaro, Ciro Nogueira, Bruno Bianco e Baptista Júnior. O segundo grupo, mais moderado, afirmava que “nada poderia ser feito diante do resultado das eleições” e que uma virada de mesa “representaria um regime militar por mais 20, 30 anos”, temendo que radicais levassem Bolsonaro a “assinar uma ‘doideira'”.
Nesse contexto, prossegue o jornalista, estavam os generais Freire Gomes, Paulo Sérgio Nogueira e Júlio César de Arruda. Outros moderados, como Paulo Junqueira, desejavam que Bolsonaro deixasse o país. O terceiro grupo, formado por radicais, queria encontrar provas de fraude nas eleições; nele estavam Angelo Denicoli e Carlos Heinze, que sugeriram que militares sequestrassem uma urna eletrônica para testes de integridade, e outro braço do grupo buscava um “braço armado”. Mauro Cid relatou a gestação da “doideira” que deveria ser assinada por Bolsonaro.
Primeira delação de Mauro Cid – Novembro de 2022, nasce a ‘doideira’
A partir de novembro de 2022, depois do segundo turno, Filipe Martins, assessor internacional de Bolsonaro, levou-lhe em várias ocasiões um jurista, “que não se recorda o nome”. Essas conversas resultaram num “documento que tinha várias páginas de considerandos” e “prendia todo mundo”, inclusive os ministros Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, além do senador Rodrigo Pacheco. Ao final anulava a eleição.
Bolsonaro recebeu várias versões do documento e tirou Gilmar e Pacheco da lista de prisões. Depois do segundo turno, convocou ao Alvorada os comandantes militares e mostrou-lhes a minuta. Mauro Cid cuidou da apresentação por PowerPoint e saiu da sala. Terminada a reunião, ouviu os relatos dos comandantes:
“O almirante Garnier era favorável a uma intervenção militar, afirmava que a Marinha estava pronta para agir, aguardava apenas a ordem do presidente Bolsonaro. No entanto, o almirante Garnier condicionava a ação de intervenção militar à adesão do Exército, pois não tinha capacidade sozinho”.
Baptista Júnior, da Força Aérea, disse que “era terminantemente contra qualquer tentativa de golpe de Estado e afirmava de forma categórica que não ocorreu qualquer fraude nas eleições presidenciais”.
Segundo Mauro Cid, o general Freire Gomes “era um meio-termo dos outros dois generais”. “Não concordava como as coisas estavam sendo conduzidas, no entanto entendia que não caberia um golpe de Estado, pois entendia que as instituições estavam funcionando.” Mais: “Não foi comprovada fraude nenhuma, não cabia às Forças Armadas realizar o controle constitucional. Estavam romantizando o artigo 142 da Constituição“.
Segundo Freire Gomes, o golpe resultaria “num regime autoritário pelos próximos 30 anos“.
Essa reunião aconteceu no dia 2 de novembro de 2022. Mauro Cid contou que, sem o respaldo dos comandantes, Bolsonaro “não assinaria” o documento do golpe. Mesmo assim, “estava trabalhando com duas hipóteses: a primeira seria encontrar uma fraude nas eleições e a outra, por meio do grupo radical, encontrar uma forma de convencer as Forças Armadas a aderir a um golpe de Estado“.
“As outras pessoas que integravam essa ala mais radical [eram] o ex-ministro Onyx Lorenzoni, o atual senador Jorge Seif, o ex-ministro Gilson Machado, senador Magno Malta, deputado federal Eduardo Bolsonaro [e o] general Mário Fernandes”, que “atuava de forma ostensiva, tentando convencer os demais integrantes das forças a executarem um golpe de Estado“.
Mauro Cid prossegue: “Compunha também o referido grupo a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro“.
Por fim, o jornalista acrescenta que o ministro Alexandre de Moraes sabe de tudo isso desde agosto de 2023. Daí em diante, Mauro Cid voltou a depor em pelo menos mais dez ocasiões e o ministro puxou o fio do novelo.
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A cadeia vai cantar a rodo, preparem a Papuda que teremos muitos hóspedes de peso.
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