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Homem que fez ameaças ao Presidente Lula e a ministros do STF é denunciado pela PGR por incitação ao crime

    Ivan Rejane ameaçou o estadista e magistrados do Supremo em um vídeo | imagem reprodução | TV Globo

    Ivan Rejane chegou a ficar preso por mais de um ano. Ele foi preso em julho de 2022 na Grande BH após publicação de vídeos nas redes sociais com as ameaças, que também citava outras pessoas de esquerda

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    A PGR (Procuradoria-Geral da República) denunciou Ivan Rejane Fonte Boa Pinto ao STF (Supremo Tribunal Federal) pelos crimes de “associação criminosa e à prática de incitação criminosa no contexto dos atos antidemocráticos que culminaram nos atos violentos de 8.1.2023“.

    Na denúncia, Paulo Gonet afirma que as provas reunidas mostram “a adesão do denunciado ao movimento” contra a democracia” e mencionaque em 1º de julho de 2022, Ivan Rejane enviou para quase 9 mil pessoas uma mensagem de texto com link para ingressarem no grupo “Caçadores de ratos do STF“.

    Ele “enviava para milhares de contatos as mesmas mensagens e links de vídeos, de sua própria autoria, incentivando uma verdadeira ruptura institucional por intermédio do uso abusivo de plataformas digitais“, diz o documento conforme transcrição do g1.

    A PF (Polícia Federal) tomou depoimentos e analisou trocas de mensagens feitas por Ivan Rejane em grupos de aplicativos. Segundo a instituição policial, ele agiu para impulsionar um golpe de estado.

    Na avaliação dos investigadores, o homem tinha um projeto de ataque ao Supremo e “arrecadou o apoio de diversas pessoas para a efetivação do seu plano de ataque às instituições democráticas“.

    Ivan Rejane chegou a ficar preso por mais de um ano. Ele foi preso em julho de 2022 na Grande BH após publicação de vídeos nas redes sociais com as ameaças, que também citava outras pessoas de esquerda.

    Na ocasião, o homem resistiu à prisão, mas a PF arrombou o portão do local onde ele estava e cumpriu o mandado.

    Em um dos vídeos que motivaram a prisão, Ivan Rejane disse que Lula deveria andar com segurança porque ele iria o “caçar” junto com a deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR) e Marcelo Freixo (PSB-RJ).

    Na mesma gravação, o extremista dizia que faria o mesmo, mas “principalmente“, ministros do STF, citando os nomes de Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso, Luiz Fux, Luiz Edson Fachin, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e os aposentados da Corte Ricardo Lewandowski e Rosa Weber.

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