Presidente do México caminhava em via pública da capital do país e foi assediada repentinamente pelo homem
Brasília, 05 de novembro 2025
A presidente Claudia Sheinbaum anunciou, durante a conferência matutina desta quarta-feira (5/nov), no Palacio Nacional, que decidiu levantar a denúncia contra Uriel Rivera Martínez, o homem detido por tocá-la sem consentimento no Centro Histórico de Ciudad de México.
O incidente ocorreu na véspera, quando Sheinbaum caminhava a pé rumo à Secretaría de Educación Pública (SEP), optando pela proximidade com o povo em vez de um traslado motorizado.
O agressor, aparentemente alcoolizado, a abraçou por trás e tentou beijá-la no pescoço, em um ato flagrante de abuso sexual que viralizou em vídeos captados por celulares e câmeras de imprensa, conforme reportado por El Universal e El País México.
🚨 Veja l Homem tenta beijar Claudia Sheinbaum, presidente do México pic.twitter.com/fw9tRVyfJy
— Notícias Paralelas (@NP__Oficial) November 5, 2025
A decisão de Sheinbaum de prosseguir com a ação legal, inicialmente apresentada à Fiscalía de la Ciudad de México, sem privilégios ou impunidade, transforma o caso pessoal em um marco público contra o machismo enraizado.
“Decidi levantar denúncia, porque isso é algo que vivi como mulher e vivemos as mulheres no país”, declarou a mandatária, enfatizando que o episódio reflete uma realidade alarmante onde mais de 90% dos casos de assédio não são denunciados.
Identificado pelo Código Penal da Cidade do México como abuso sexual (artigo 176), o delito pode render penas de um a seis anos de prisão, mas a escolha de Sheinbaum por não alterar sua rotina acessível – “Não vou mudar minha forma de agir, porque não posso me afastar das pessoas” – inspira um chamado urgente por campanhas de respeito ao espaço pessoal, ecoando críticas à revitimização midiática.
O caso reacende o debate sobre protocolos de segurança para figuras públicas femininas, especialmente após a dissolução do Estado Maior Presidencial em 2018, e recebe solidariedade de instituições como a Secretaria de Mulheres, que repudiou o ato com o lema “Se tocam na presidenta, tocam em todas”, conforme Proceso e El Confidencial.
Ao humanizar a luta contra o assédio, Sheinbaum não só busca justiça exemplar, mas catalisa uma reflexão coletiva em um país onde a proximidade com o poder expõe fissuras sociais e histórias silenciosas aguardam visibilidade para romper o ciclo de impunidade.
A narrativa impulsiona ações transformadoras, convidando leitores do país a amplificar vozes subjugadas e fomentar um México mais equânime.
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