Bombardeio foi direcionado contra o QG do grupo em Beirute, onde também morreram outras lideranças, incluindo Ali Karaki – membro do Conselho de Jihad
A morte do líder do Hezbollah, Sayyed Hassan Nasrallah, em um ataque aéreo israelense a Beirute, na noite de sexta-feira (27/9), foi confirmada pelo grupo neste sábado (28/9), após Israel afirmar ontem que o havia matado, o que representa um golpe grave para o Irã e seus aliados.
Nasrallah era considerado pelo Hezbollah e Irã um aliado importante na região. O grupo declarou que continuará sua luta contra Israel em defesa do Líbano e do povo palestino, informou a Reuters.
O ataque foi direcionado contra o QG do Hezbollah em Beirute, onde também morreram outras lideranças, incluindo Ali Karaki – militante libanês que era membro do Conselho de Jihad do grupo, que serviu como comandante da Frente Sul durante operações contra Israel.
A situação para o Hezbollah se agrava com ataques aéreos israelenses que mataram comandantes e causaram danos em várias áreas do Líbano, incluindo Dahiyeh – subúrbio predominantemente muçulmano xiita no sul de Beirute, no distrito de Baabda, onde explosões deixaram uma grande cratera.

Israel bombardeou alvos do Hezbollah nesta sexta-feira (27) (Foto: Mohamed Azakir/Reuters)
O Hezbollah respondeu com foguetes direcionados a Israel, mas as defesas israelenses interceptaram alguns.
A escalada do conflito gera temores de uma maior participação do Irã e dos EUA, levando muitos moradores de Dahiyeh a buscar abrigo em Beirute.
O primeiro-ministro libanês, Najib Mikati, acusou Israel, nesta sexta-feira (28/9), de realizar uma “guerra genocida“: “A nova agressão demonstra que o inimigo israelense despreza os esforços internacionais em vistas de um cessar-fogo“, declarou o Premiê, Nova Iorque, onde participa da 79ª AGNU (Assembleia Geral das Nações Unidas).






