Alki David violentou a modelo Jane Doe no mesmo período em que era julgado por violência sexual contra outra vítima, quando foi condenado a pagar US$ 50 milhões (R$ 272 milhões)
Um júri de Los Angeles concedeu na segunda-feira (17/6), a uma mulher, US$900 milhões em danos no seu caso de agressão sexual contra o herdeiro de uma fortuna da engarrafadora da Coca-Cola, anunciou o seu advogado. Jane Doe moveu uma ação contra o britânico-grego Alkiviades “Alki” David e alegou que foi assediada e violentada por três anos, de 2016 a 2019, disse seu advogado.
“Os fatos deste caso são tão desprezíveis… ele violentou a minha cliente enquanto estava sendo julgado em outro caso”, afirmou Gary Dordick, conforme transcrito do ‘Los Angeles Times‘. A defesa da vítima se referiu a outra condenação, em 2019, contra o agressor, que é também um empreendedor de hologramas. Na ocasião, Alki David foi condenado a indenizar outra ex-funcionária em US$ 50 milhões, o correspondente hoje a mais de R$ 270 milhões.
O dono da Hologram USA, que cria hologramas de celebridades falecidas e cujo portifólio da empresa incluiu serviços de streaming na internet, já perdeu vários casos sobre estupro contra outras mulheres.
A mulher que ganhou o mais recente processo contra David é hoje uma modelo de 30 anos que trabalhou para ele na Hologram USA. Segundo Jane Doe, em 2016 ela foi despedida porque herdeiro tentou beijá-la durante uma viagem de trabalho à sua ilha privada na Grécia, mas em 2018 ela voltou a trabalhar para ele.
Na sequência, David convidou a mulher para o seu quarto de hotel, onde ele fez a modelo experimentar um produto de canabidiol (CBD), disse Jane Doe. Ela ficou desorientada e o bilionário se masturbou, forçando-a a tocar seu pênis. Finalmente, em abril de 2019, a mulher disse que David a violentou em numa sala durante uma reunião de negócios.
