O general, grande referência militar para os grupos extremistas, “foi de uma conivência abissal”, diz ministro do Supremo sobre o desmonte da estrutura de segurança que permitiria garantir a integridade da Presidência
Nenhum militar entrou ainda na mira da PGR (Propcuradoria-Geral da República), mas em breve as apurações sobre a invasão à sede dos três Poderes tomarão um novo rumo”, escrevem os jornalistas Dyepeson Martins e Gabriela Rölke, na revista IstoÉ, acrescentando o personagem principal da matéria: o general Augusto Heleno.
Segundo o texto, ele foi um dos mentores intelectuais do ‘8 de Janeiro’ e será julgado pelo STF por “desmontar a estrutura de segurança que permitiria garantir a integridade da Presidência e era a grande referência militar para os grupos extremistas“.
O general deixou no final de dezembro a chefia do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), que controlava a Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Será investigado porque desmontou o GSI para que o órgão ficasse totalmente inerte no dia 8. Tirou militares de posições importantes do órgão e da Abin para deixá-los sem reação.
“Heleno foi de uma conivência abissal”, diz um ministro do Supremo. O militar só deixou gente da confiança dele nos principais postos, e essa ação foi o que mais contribuiu para a falta de um projeto de reação do governo no dia do golpe.
Também há relatos de que militares do GSI tentaram facilitar a saída de depredadores pelo térreo do prédio, sem serem presos. Personalidades do mundo jurídico destacam o papel central de Augusto Heleno na preparação para o golpe.
Sua culpabilidade poderá ser fundamentada pela conivência ou pelas falhas deliberadas na estrutura que montou e comandou para garantir a segurança da Presidência – e que deixou de atuar no 8 de janeiro.
O ex-ministro do GSI é visto como um dos principais, se não o principal, articulador de uma tentativa de golpe de Estado que começou a ser conspirada meses antes das invasões. Fontes ligadas à Segurança Pública relatam que Heleno teria usado o aparato técnico do órgão que comandava e a influência nas Forças Armadas para evitar a posse do presidente Lula.
As articulações que aconteciam nos bastidores eram retratadas a apoiadores com veemência após a vitória de Lula. E no dia dos ataques isso teria se refletido, entre outras ações, na facilitação do acesso de radicais ao Planalto.
“Você acha que alguém entra assim do jeito que entrou?”, questionou uma das fontes. Um almirante influente no governo Bolsonaro e próximo de Augusto Heleno teria enfatizado várias vezes a seus subordinados e em reuniões de segurança que o novo presidente não governaria. “Foi uma tentativa de golpe. Ele não se consumou porque não conseguiram consolidar a maioria no Exército”, disse outra pessoa sob condição de anonimato.
Várias reuniões teriam ocorrido com a intermediação de Heleno, diz o site. Pelo menos três fontes diferentes citam uma ocasião específica – após o segundo turno – em que estavam presentes Heleno, o general Walter Braga Netto e representantes do Exército, da Marinha e Aeronáutica. A pauta: como articular um possível golpe de Estado.
“Não foi uma brincadeira, estivemos a um passo do golpe”, frisou um dos informantes.
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Esse velho caquetico foi o articulador de todo o processo de ruindade,devemofar na papuda!!
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