Um toque de recolher por três dias foi iniciado no domingo e é válido até que o governo restaure a ordem e ponha fim à atividade dos grupos armados na capital, o que pode fazer com que o prazo se torne renovável
Após segurança na área metropolitana de Porto Príncipe, capital do Haiti, ser fragilizada, desencadeando uma ação violenta de gangues lideradas por um ex-policial, contra uma prisão, neste sábado (2/3), acarretando na fuga de cerda de 4 mil presos, o primeiro-ministro do país a decretou estado de emergência.
Na sexta-feira, o Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez um apelo à comunidade internacional pela paz na Ucrânia, no Haiti e em Gaza. Sobre o país caribenho, o estadista afirmou:
“No Haiti, precisamos agir com rapidez para aliviar a situação de uma população dilacerada pelo caos social. Há anos o Brasil vem dizendo que o problema do Haiti não é só de segurança, mas sobretudo de desenvolvimento“.
Desde domingo, os haitianos seguem um toque de recolher iniciado às 20h e que durou até as 5h desta segunda-feira (4/3), quando o horário será antecipado em duas horas, dando início ao recolhimento a partir das 18h às 5h de terça-feira (5/3), até a quarta-feira (6/3).
Neste período, a polícia tem instruções para agir como for preciso para o cumprimento da medida e, legalmente, contra os criminosos.
A medida é válida até que o governo restaure a ordem e ponha fim à atividade dos grupos armados na capital, o que pode fazer com que o prazo se torne renovável.
Uma explosão de violência neste fim de semana foi vista no país caribenho, onde bandidos invadiram as duas maiores prisões do país e libertaram milhares de detentos.
“A polícia foi instruída a usar todos os meios legais à sua disposição para fazer cumprir o toque de recolher e prender todos os infratores“, disse o ministro das Finanças, Patrick Boivert, que está atuando como primeiro-ministro interino, em comunicado.
Na quinta-feira (29/2), gangues intensificaram ataques coordenados em Porto Príncipe, enquanto o primeiro-ministro oficial, Ariel Henry, busca apoio de uma força de segurança apoiada pela ONU para estabilizar o país.
O responsável pelos ataques no país é Jimmy Chérizier, um ex-policial de elite conhecido como Barbecue. Ele lidera uma federação de gangues e reivindicou a autoria da crescente onda de violência.
Segundo afirmou Barbecue, seu objetivo é impedir o retorno de Henry, capturar o chefe da polícia do Haiti e todos os ministros do governo.
