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Mísseis iranianos matam quatro em Beersheba, diz Jerusalém; Teerã nega acordo e diz que Trump mentiu

    Um prédio na cidade sulista de Beer Sheva é visto após ser atingido por um míssil balístico iraniano, |24.6.2025| Magen David Adom/Times Of Israel

    Jerusalém relata 6ª salva de mísseis balísticos a cidades israelenses na manhã desta terça, horário de Israel, e tensão é intensificada forçando civis a buscar abrigo

    RESUMO <<Mísseis balísticos iranianos atingem Israel e mata quatro pessoas e fere várias em um prédio residencial em Beersheba, horas após Trump anunciar um cessar-fogo negado pelo ministro iraniano Seyed Abbas Araghchi, que condicionou a paz à interrupção dos ataques israelenses, segundo o Times of Israel. Conflito iniciado em 13 de junho com bombardeios em Teerã já causou 224 mortes no Irã e 25 em Israel, incluindo Haifa, enquanto o Tehrân Times diz que o presidente dos EUA mentiu para desestabilizar o Irã


    Brasília, 24 de junho de 2025

    Na manhã desta terça-feira (24/jun), horário de Israel (GMT+3), Haifa e o centro do país foram abalados por sirenes de alerta, sinalizando a sexta onda de mísseis balísticos lançados pelo Irã contra o território israelense.

    A cidade de Beersheba foi palco de uma tragédia quando um míssil balístico iraniano atingiu um prédio residencial, deixando quatro mortos, incluindo uma mulher resgatada dos escombros, e vários feridos, sendo dois em estado moderado e 20 com ferimentos leves ou ansiedade aguda, conforme informou o Magen David Adom – o serviço nacional de emergência médica e desastres de Israel.

    O ataque, parte da sexta salva de 10 a 15 mísseis balísticos disparados por Teerã, ocorreu horas após o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciar, nas redes sociais, que Israel e Irã haviam “concordado totalmente” com um cessar-fogo a entrar em vigor às 7h desta terça-feira (24/jun), pelo horário de Israel (GMT+3).

    O ministro iraniano Seyed Abbas Araghchi negou o acordo, disse a Times of Israel, mas afirmou que Teerã suspenderia ataques se Jerusalém fizesse o mesmo.

    O conflito, que eclodiu em 13 de junho, começou com bombardeios da Força Aérea Israelense (IAF) contra alvos nucleares, militares e residenciais em Teerã, causando 224 mortes, majoritariamente civis, segundo o Ministério da Saúde iraniano.

    Desde então, o Irã retaliou com sucessivas salvas de mísseis, atingindo cidades estratégicas como Haifa, Tel Aviv, Jerusalém e Netanya.

    Em Haifa, a refinaria de petróleo Bazan foi danificada anteriormente, resultando em três mortes, conforme noticiado pela Times of Israel.

    Sirenes ecoaram por minutos, forçando famílias a correrem para abrigos subterrâneos. Rastros de mísseis iluminavam o céu de Netanya.

    O sistema de defesa Iron Dome Domo de Ferro interceptou a maioria dos projéteis, mas o impacto em Beersheba causou destruição significativa, com equipes de resgate do Soroka Medical Center ainda vasculhando escombros em busca de desaparecidos.

    O Comando da Frente Interna da IDF (Israel Defense Force) inicialmente ordenou que civis permanecessem em abrigos, mas, depois liberou a população do norte de Israel de ficar próxima a eles, mantendo a orientação de cautela.

    O espaço aéreo israelense foi fechado temporariamente pela Autoridade Aeroportuária de Israel, com voos como um no Aeroporto Ben Gurion circulando a costa durante os ataques.

    O Tehran Times acusou Trump de fabricar o cessar-fogo para pressionar o Irã. “Os EUA e Israel estão mentindo. Eles querem que o Irã baixe a guarda para aumentar as tensões”, escreveu Mahdi Mohammadi, assessor do presidente do parlamento iraniano, nas redes sociais.

    O jornal diz que Trump conduziu negociações indiretas por dois meses, enquanto Israel planejava ataques, e mentiu sobre precisar de “duas semanas” para decidir sobre ofensivas nucleares.

    A Press TV iraniana anunciou que o cessar-fogo estava em vigor, mas o Gabinete do Primeiro Ministro de Israel não comentou, gerando incerteza.

    Fontes regionais oferecem perspectivas complementares. O Al Jazeera destacou que o Irã retaliou após ataques dos EUA a suas instalações nucleares e um bombardeio a Al Udeid, no Qatar, a maior base militar americana no Oriente Médio.

    O Al Arabiya reportou esforços de mediação por Qatar e Oman, com Trump buscando encerrar a “Guerra de 12 Dias”.

    Além disso, drones não identificados atingiram sistemas de radar nas bases Taji e Imam Ali no Iraque, causando danos materiais, mas sem vítimas, segundo a AFP.

    Benjamin Netanyahu descreve a “ameaça nuclear iraniana” como “um câncer”, enquanto a AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica) diz que não tem provas de que Teerã estaria construindo uma bomba atômica.

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