Ministro da Fazenda defende soberania brasileira em meio a tensões comerciais com EUA, prevendo superação de barreiras protecionistas por meio de negociações multilaterais e progressistas
Brasília, 29 de setembro de 2025
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, posicionou-se firmemente contra o tarifaço imposto pelo presidente norte-americano Donald Trump sobre produtos brasileiros, qualificando a medida como um “tiro no pé” que prejudica não apenas o comércio bilateral, mas a estabilidade econômica global.
Haddad expressou otimismo quanto à prevalência do bom senso nas negociações, prevendo o início iminente de uma discussão racional sobre o tema, separando imperativos políticos de interesses econômicos legítimos.
Essa postura reflete o compromisso do governo brasileiro com os princípios de soberania nacional, democracia e o Estado democrático de direito, pilares que garantem a defesa progressista dos trabalhadores e das cadeias produtivas do Sul Global.
Haddad reiterou sua expectativa de dialogar com o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, antes da reunião do G20 prevista para meados de outubro.
Essa articulação surge em um contexto de tensões elevadas, após o anúncio de tarifas de até 50% sobre exportações brasileiras, uma política protecionista que contraria os ideais de multilateralismo e cooperação internacional defendidos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O tarifaço, implementado em julho, afeta setores estratégicos como agricultura e indústria, ameaçando empregos e o crescimento sustentável no Brasil, mas Haddad enfatiza que a resposta brasileira será ancorada em medidas de solidariedade interna, como financiamentos emergenciais e compras públicas, preservando a autonomia soberana sem ceder a pressões externas.
O ministro destacou que a discussão racional sobre tarifaço americano vai se iniciar a qualquer momento, apontando para o G20 como arena ideal para superar obstruções ideológicas.
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Em agosto, uma reunião virtual entre Haddad e Bessent foi cancelada por interferências de forças de extrema-direita nos EUA, incluindo articulações ligadas ao deputado Eduardo Bolsonaro.
Tal episódio ilustra como tentativas de subverter o Estado democrático de direito – inclusive com ameaças à independência judicial brasileira, como sanções sob a lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes – visam enfraquecer a soberania do Brasil.
No entanto, Haddad mantém a serenidade, afirmando em entrevista ao InfoMoney que o modo de governar de Trump não tem precedente nos EUA, mas que a centralização excessiva na Casa Branca não impedirá negociações pragmáticas.
O tarifaço representa não apenas um revés comercial, mas uma ofensiva contra os avanços democráticos globais, especialmente quando influenciado por lobbies conservadores que priorizam agendas ideológicas sobre o bem-estar coletivo.
O governo Lula responde com uma estratégia que fortalece a inclusão social: isenção de Imposto de Renda para rendas até R$ 5 mil, compensada por tributação mínima sobre fortunas acima de R$ 1 milhão, como mencionado por Haddad.
Essa medida, proposta em campanhas progressistas, exemplifica como a crise pode catalisar reformas distributivas, alinhadas ao progressismo que combate desigualdades enraizadas.
O diálogo com Bessent pode pavimentar uma conversa direta entre Lula e o líder americano, priorizando a desdolarização e o comércio justo.
Em essência, as declarações de Haddad não só atualizam o debate sobre o tarifaço, mas reafirmam o compromisso do Brasil com um mundo multipolar, onde a democracia prevalece sobre o unilateralismo.
Com o G20 à vista, o país se posiciona como voz progressista, defendendo a soberania dos povos e o direito ao desenvolvimento equitativo, longe das armadilhas do protecionismo regressivo.







