Ministro da Fazenda defende simplificação e transparência para impulsionar o PIB, abordando a guerra fiscal e a polêmica taxa de juro nacional
Brasília, 27 de setembro de 2025
O Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, delineou o seu plano econômico para o Brasil, focando na necessidade urgente de uma reforma tributária para enfrentar o que descreveu como um “caos tributário”.
Segundo dados do Banco Mundial, o sistema tributário brasileiro foi classificado entre os 10 piores do mundo, ocupando a 184.ª posição em complexidade e transparência entre 190 sistemas avaliados.
O foco principal da reforma é a implementação do IVA (Imposto sobre Valor Agregado).
Haddad é “100%” a favor de começar pelo imposto sobre consumo, pois o IVA é um pré-requisito para futuras ações, sendo capaz de “desonerar investimento, desonerar exportação”, acabar com a guerra fiscal entre os estados e aumentar a base de arrecadação.
Estima-se que, devido à reforma, o Produto Interno Bruto (PIB) do país deverá crescer, no mínimo, 1,2%.
Um dos pontos cruciais do IVA é a mudança no local de cobrança: o imposto será pago no destino (local de consumo), e não na origem (local de produção).
Isso reverte uma “incongruência” histórica que beneficiava regiões produtoras como o Sudeste, fazendo com que o imposto de consumo do Nordeste (e de outras regiões consumidoras) retornasse para o Sudeste.
A médio prazo, o Ministro vê o IVA como uma “condição” para debater o aumento da tributação sobre a renda, permitindo o uso de um “vaso comunicante” para diminuir a alíquota sobre o consumo.
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Durante o programa podcast 3irmãos, Haddad também abordou a polêmica da carne na “cesta básica”.
A decisão de colocar a carne na isenção tributária para toda a sociedade (e não apenas para inscritos no CadÚnico) foi feita a pedido do Presidente Lula, prevalecendo sobre a proposta de cashback.
Sobre a dívida pública, Haddad negou que ela não seja auditada, afirmando que é fiscalizada diariamente por órgãos como o Banco Central, TCU e Tesouro Nacional.
A discussão real deve ser sobre a taxa de juro aplicada para rolar essa dívida.
Em relação ao Banco Central, Haddad reconheceu que a autonomia operacional existe desde o Plano Real. A alta taxa de juro (historicamente na casa dos 11%) é um grande problema que trava o desenvolvimento.
Apesar disso, ele observa que o Brasil está a crescer o dobro do que cresceu nos 8 anos anteriores.
O Ministro também justificou a necessidade de “correr atrás da receita” (buscar financiamento) para pagar contas herdadas, como a complementação do FUNDEB e o BPC.
Ele rebateu as críticas, tanto da esquerda (que o chama de “austericido”) quanto da direita (que o chama de “gastão”), defendendo a ordem nas contas:
“O que eu disse no BTG […] é que eu tinha 80 bi de conta para pagar”.








Esse Haddad é foda. O cara é um gênio, um cara super esclarecido. ❤️❤️❤️
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