“Ele é uma pessoa central para falar com Xi Jinping, com Putin, com Trump, com Macron… e garantir o espaço do Brasil nessa nova ordem global“, afirmou o ministro da Fazenda à Míriam Leitão
Em entrevista ao O Globo em 15/jan, Fernando Haddad destacou o papel insubstituível de Lula na diplomacia global para as eleições de 2026. Amidst mudanças dramáticas mundiais, Lula facilitou o acordo Mercosul-UE após 25 anos e busca parcerias com EUA em energia limpa e IA. Ele dialoga com líderes como Trump, Xi Jinping e Putin, garantindo o desenvolvimento brasileiro em uma ordem tensa.
Brasília (DF) · 15 de janeiro de 2026
Em uma análise perspicaz sobre o panorama geopolítico atual, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), enfatizou o papel pivotal do Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na inserção do Brasil em um mundo marcado por transformações radicais.
O ministro da Fazenda destacou como as eleições de 2026 transcenderão questões domésticas, centrando-se na capacidade de liderança internacional para assegurar o desenvolvimento econômico e o bem-estar nacional.
Haddad descreve o contexto global como “muito dramático“, com eventos que “nada têm de natural” e geram tensão extrema. Em entrevista com a jornalista Miriam Leitão, publicada no jornal O Globo nesta quinta-feira (15/jan), ele argumenta que Lula se posiciona como uma figura ímpar, capaz de dialogar diretamente com líderes mundiais.
“Talvez o único brasileiro que consiga passar a mão no telefone e falar com qualquer chefe de estado no momento que ele precisar, incluindo o Trump, de dois, três meses para cá.”
Essa habilidade, segundo o ministro, é crucial para navegar a “nova ordem global” em formação. Um dos feitos emblemáticos citados é o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, negociado por 25 anos sem sucesso até a intervenção decisiva de Lula.
“São 25 anos de tentativas frustradas e ele falou desde o começo ‘eu não vou sair sem esse acordo’.”
Apesar de potenciais riscos para a indústria brasileira, como apontado por analistas, o pacto recebe apoio do setor produtivo, abrindo “uma avenida nova de parceria” além da Ásia, agora estendida à Europa.
O ministro também vislumbra oportunidades com os Estados Unidos, especialmente na transição ecológica, produção de energia limpa e inteligência artificial.
Durante o governo de Joe Biden, Haddad atuou como interlocutor da secretária do Tesouro Janet Yellen, buscando investimentos americanos.
“Nós temos uma avenida aí.”
Com a mudança para o governo de Donald Trump, ele defende a necessidade de uma liderança como a de Lula para explorar essas parcerias, que ainda carecem de “compreensão das autoridades americanas“.
Ampliando o escopo, Haddad sublinha a insubstituibilidade de Lula em diálogos com potências como Xi Jinping (da China), Vladimir Putin (da Rússia), Emmanuel Macron (da França) e outros.
“Ele é uma pessoa central para falar com Xi Jinping, com Putin, com Trump, com Macron, com quem quer falar e garantir o espaço do Brasil nessa nova ordem global.”
Essa diplomacia ativa visa priorizar o “desenvolvimento da economia e o bem-estar dos brasileiros“, posicionando o país como ator relevante em um cenário volátil.
A perspectiva reforça a narrativa de que as eleições de 2026 disputarão não apenas políticas internas, mas a visão de um Brasil protagonista global.

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