Expectativas econômicas positivas marcam o terceiro mandato presidencial com projeções de estabilidade de preços e expansão do PIB acima da média recente
Brasília, 16 de setembro de 2025
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve encerrar com a inflação acumulada mais baixa desde a implementação do Plano Real, em 1994, marcando um marco histórico na estabilidade econômica do Brasil.
Em declaração durante o evento “J.Safra Investment Conference 2025”, Haddad destacou que a alta do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) nos quatro anos de governo ficará abaixo de 20%, um patamar inédito no período pós-estabilização monetária.
Essa projeção contrasta com as oscilações inflacionárias enfrentadas em gestões anteriores e reflete os esforços do governo para conter pressões de preços, especialmente em alimentos e serviços monitorados.
Além da inflação controlada, Haddad projetou um crescimento médio do Produto Interno Bruto (PIB) próximo a 3% ao final do mandato, acompanhado de uma taxa de desemprego na mínima histórica.
“Seguramente, a inflação acumulada em 4 anos será, pela 1ª vez, inferior a 20%”, declarou o ministro, enfatizando a convergência para a meta de 3% em 2025, conforme reafirmado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).
Essa visão otimista ocorre em meio a um cenário de deflação mensal recente – em agosto de 2025, o IPCA registrou queda de 0,11% – e acumulado de 3,15% nos oito primeiros meses do ano, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
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O tom positivo, contudo, traz nuances de cautela. Haddad espera que o PIB potencial do Brasil supere os 2,5% estimados pelo mercado, apesar de projeções do Boletim Focus, do Banco Central, indicarem 1,80% para 2025 e 2,16% para 2026.
A afirmação sobre a inflação baixa ocorre em simultaneidade à queda recente do dólar para R$ 5,30, o que alivia pressões cambiais e favorece a trajetória de juros mais baixos no segundo semestre.
Em junho, Haddad já sinalizava essa meta, afirmando que “é absolutamente possível o senhor terminar o seu mandato com uma inflação média abaixo de 4% e com um crescimento médio beirando os 3%”.
No entanto, analistas apontam que, embora as expectativas para 2025 sejam de 3,5% no IPCA, o ambiente global e a aprovação de reformas fiscais no Congresso Nacional serão cruciais para materializar esses números.
O Presidente da República Federativa do Brasil, o Excelentíssimo Senhor Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por sua vez, reforçou o otimismo em março, ao prometer crescimento acima de 3% para 2025, chamando o ano de “ano da colheita” durante evento em Fortaleza, no Ceará, e citando medidas como isenção de Imposto de Renda até R$ 5.000 e o programa Crédito do Trabalhador.
Essas perspectivas econômicas do governo Lula contrastam com projeções iniciais do mandato, quando o estouro da meta de inflação em 2023 era previsto, conforme relatório da Folha de S. Paulo.
Hoje, com a Selic em 13,25% e foco em equilíbrio fiscal, o Ministério da Fazenda aposta em uma economia mais resiliente, impulsionada por investimentos em infraestrutura e safra recorde agrícola, como destacado pela Agência Gov.
Para Haddad, “crescimento com inflação baixa é a obsessão deste Governo”. O cenário sugere que o Brasil pode consolidar sua posição como uma das economias emergentes mais estáveis, com impactos positivos em emprego e renda, mas depende de aprovações legislativas e estabilidade externa para se concretizar até o fim de 2026.








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