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Após uma década no primeiro escalão, Haddad descarta previsões imediatas e prioriza mergulho sobre o destino do país

    Ministro da Fazenda argumenta que 2027 é um enigma que mexe com o tabuleiro do Planalto

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    Fernando Haddad
    Fernando Haddad / Foto: Pablo Porciuncula/AFP
    RESUMO

    Em entrevista ao UOL News nesta segunda (19), o ministro Fernando Haddad evitou cravar planos para 2027. Questionado sobre disputar o governo de São Paulo, o Senado ou seguir na Casa Civil, Haddad destacou seus 10 anos de Esplanada e afirmou que pretende “mergulhar” em um projeto de país antes de definir seu próximo passo político.


    Brasília (DF) · 19 de janeiro de 2026

    Em sua participação nesta segunda-feira (19) no UOL News, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, adotou um tom introspectivo e analítico ao ser questionado sobre seu futuro político após o término do mandato atual.

    Questionado pelo jornalista Leonardo Sakamoto sobre suas aspirações para 2027 — que poderiam envolver o Governo de São Paulo, o Senado Federal ou a chefia da Casa Civil — o ministro esquivou-se de rótulos eleitorais, privilegiando a densidade programática em detrimento do pragmatismo partidário.

    Haddad, que já acumula um currículo extenso no coração do poder em Brasília, sublinhou a longevidade de sua atuação pública.

    “Eu vou completar 10 anos à frente de um ministério. Fiquei quase 7 anos à frente do Ministério da Educação, mais de três já à frente do Ministério da Fazenda”, pontuou o ministro, sugerindo que sua trajetória é uma exceção estatística na história republicana recente.

    Ao citar que poucos brasileiros ocuparam pastas tão vitais por tanto tempo, ele indicou que o momento atual exige mais do que ambição: exige reflexão.

    O “Mergulho” Necessário

    A postura do ministro, embora polida, revela um distanciamento estratégico das especulações de bastidores que já fervilham no Palácio do Planalto e no Congresso Nacional.

    Para Fernando Haddad, o cenário global “dramático” e os desafios internos do Brasil demandam uma pausa para o pensamento sistêmico.

    “Eu não tô me imaginando muito neste momento (…). Eu tava querendo esse tempo para mergulhar um pouco nessas temáticas para depois poder responder essa tua pergunta com mais alternativas”, afirmou, deixando claro que sua decisão não se limitará à tríade de cargos sugerida pela bancada do UOL.

    Entre o Eleitor e o Projeto

    O diálogo, marcado pela urbanidade característica do ministro, também contou com a participação de Júlio Wiziack, reforçando a pressão por definições que o mercado e a classe política buscam para o próximo ciclo.

    Haddad parece entender que, antes de se apresentar ao eleitor como candidato a qualquer posto, há uma lacuna a ser preenchida sobre o “projeto de país” e as formas de inserção brasileira no tabuleiro internacional.

    Enquanto o relógio político corre em direção a 2026, o “fiador” da economia do governo Lula prefere, por ora, a segurança do estudo e a prudência do silêncio sobre o amanhã.

    Fontes próximas ao Ministério da Fazenda indicam que a agenda de Fernando Haddad para o próximo semestre focará em viagens internacionais para consolidar o plano de transição ecológica do Brasil.

    Interlocutores do PT ( Partido dos Trabalhadores ) em São Paulo ainda mantêm o nome do ministro como prioridade para a disputa estadual.

    Retrato de Alexandr Wang discutindo o futuro da colaboração homem-IA, capturado por Ethan Pines para Forbes.



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