Ministro rebate rótulos de ‘neoliberal’ e ‘gastão’ ao explicar a busca urgente por fontes de receita para custear a expansão de programas sociais como FUNDEB e BPC, criados sem financiamento prévio
Brasília, 27 de setembro de 2025
O Ministro da Fazenda defendeu a necessidade de buscar novas fontes de receita para equilibrar o orçamento, após herdar despesas significativas do governo anterior.
No trecho sob este tema, ao podcast 3irmãos, exibido neste sábado (27/set), Fernando Haddad mencionou ter herdado cerca de R$ 80 bilhões em contas para pagar, sendo aproximadamente R$ 40 bilhões referentes ao FUNDEB (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação) e R$ 40 bilhões relacionados ao BPC (Benefício de Prestação Continuada).
Rebatendo críticas, Haddad esclareceu que não está criticando o mérito dessas despesas – ele teria votado a favor do aumento do FUNDEB se fosse parlamentar, e o BPC cresceu R$ 40 bilhões em comparação com 2022. No entanto, ele criticou a forma como a despesa foi criada: “Eu não fiz isso foi criar o FUNDEB sem fonte de financiamento”.
A sua busca por fontes de receita, como a taxação de “bet por taxar banco”, visa exatamente custear o que foi contratado.
Haddad afirmou: “Eu preciso pagar o FUNDEB, o FUNDEB a conta tem que fechar”.
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Ele destacou que, apesar de ser rotulado tanto pela direita (gastão) quanto pela esquerda (austericídio), sua prioridade é o equacionamento das contas.
O Ministro lembrou, em resposta a uma pergunta do professor Frederico Crebes, que o FUNDEB foi originalmente criado no governo Lula 1, época em que Haddad era o Ministro da Educação.
Ele também ressaltou seu histórico de ser o Ministro que mais ampliou o orçamento público da educação.
Haddad afirmou estar “bastante confortável em fazer mais esse trabalho pela educação brasileira” e se negou a tentar cortar o FUNDEB, como tenta fazer com super salários ou previdência militar.
Os debates sobre a taxação de apostas (bets) e o aumento de receitas para o governo federal têm sido pauta frequente.
A Lei nº 14.790/2023, que regulamentou as apostas esportivas de cota fixa, já está em vigor, mas o governo busca novas fontes de arrecadação para cumprir o arcabouço fiscal.







