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    Haddad não aguentou fake news de Flávio Bolsonaro e foi às redes: “Nenhum compromisso com a verdade” (vídeo)

    Conhecido por sua serenidade, o pré-candidato ao Governo de São Paulo vem a público dias depois da desinformação disseminada pelo senador: “Estamos enfrentando o problema que eles criaram”

    Fernando Haddad, ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao Governo de São Paulo

    O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao Governo de São Paulo, Fernando Haddad, foi às redes sociais apontar as fake news do senador Flávio Bolsonaro contra o Governo Lula | 16.4.2026 | Imagem reprodução X / @Haddad_Fernando

    Brasília (DF) · 16 de abril de 2026

    Após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) publicar, no domingo (12/abr), um vídeo em que associa imagens de pessoas catando restos de comida, inclusive crianças, em cenas registradas em 18 de outubro de 2021, em Fortaleza, durante a gestão do pai dele, Jair Bolsonaro, o ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao Governo de São Paulo, Fernando Haddad, não aguentou mais ficar sem falar das mentiras e foi às redes sociais rebater a publicação.

    Pessoal, eu queria falar de um vídeo que chamou muito a minha atenção nos últimos dias. A campanha nem começou e o Bolsonaro já está espalhando fake news. É impressionante como eles não têm nenhum compromisso com a verdade“, inicia Haddad:

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    Haddad classificou a abordagem como descontextualizada. Segundo o ministro, as imagens pertencem a um momento de grave crise social agravada pela pandemia, quando milhões de brasileiros enfrentavam dificuldades extremas de acesso a alimentos.

    Haddad estendeu a crítica à questão das apostas esportivas, conhecidas como bets. O senador atribuiu ao governo atual o avanço descontrolado desse mercado e seu impacto no endividamento das famílias.

    O ministro lembrou que a legalização das apostas de quota fixa ocorreu ainda em 2018, por meio da Lei 13.756, sancionada no governo Michel Temer.

    A norma previa prazo de quatro anos para regulamentação, período que coincidiu integralmente com a gestão Bolsonaro.

    Durante aqueles anos, o setor cresceu sem regras claras, sem limites de publicidade, sem fiscalização efetiva e sem cobrança de impostos, o que permitiu a exposição de crianças e o uso de recursos de programas sociais em jogos de azar.

    Influenciadores, clubes de futebol e veículos de comunicação receberam aportes expressivos, formando o que se convencionou chamar de “bancada do Tigrinho” no Congresso Nacional.

    O atual governo editou medida provisória e sancionou a Lei 14.790/2023, que instituiu a Secretaria de Prêmios e Apostas no Ministério da Fazenda.

    Desde então, foram estabelecidos limites de apostas, proibições de acesso para menores de idade e beneficiários do Bolsa Família, além da cobrança de impostos sobre a receita bruta das operadoras.

    Mais de 500 sites irregulares foram retirados do ar, e a Polícia Federal passou a investigar possíveis conexões com o crime organizado.

    “O governo anterior deixou rolar solto, sem regra, sem limite, sem pagar imposto”, afirmou Haddad em entrevistas recentes, destacando que a omissão gerou um mercado que agora exige esforço conjunto para ser organizado em favor da proteção às famílias brasileiras.

    A polêmica ocorre em momento de pré-campanha, com Flávio Bolsonaro posicionando-se como pré-candidato à Presidência da República.

    O debate reacende discussões sobre responsabilidade na gestão pública, transparência no uso de imagens em redes sociais e a necessidade de políticas que conciliem justiça social com democracia sólida, garantindo que informações cheguem ao eleitor sem distorções.




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