“O cara [Bolsonaro], pra ganhar eleição [de 2022], arrebenta as contas públicas. E aí a culpa do governo que ganha a eleição? Fica meio difícil“
Em entrevista ao O Globo em 15/jan, Fernando Haddad defendeu a equipe econômica contra pressões fiscais eleitorais, destacando o trânsito de Dario Durigan. Rebateu críticas da direita, acusando-a de não avançar no fiscal em sete anos, deixando 33 milhões na fome, salário mínimo e IR congelados. “Eles não têm grande moral”, disse, culpando Bolsonaro por arrebentar contas para vencer eleição, apesar da pandemia. Enfatizou resultados de três anos do governo Lula.
Brasília (DF) · 15 de janeiro de 2026
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), lançou duras críticas à oposição de direita, ao abordar as pressões fiscais inerentes ao último ano do governo do Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Com o presidente concorrendo à reeleição, Haddad defendeu a solidez de sua equipe e rebateu acusações de leniência orçamentária.
Questionado pela jornalista Miriam Leitão, durante entrevista concedida ao jornal O Globo, nesta quinta-feira (15/jan), sobre como conter demandas fiscais, sem o mesmo acesso privilegiado ao Presidente Lula que ele possuía, Haddad destacou o papel de seu sucessor interino, Dario Durigan.
“Primeiro que o Dario tem muito trânsito na Esplanada, muito. Junto à Casa Civil, junto ao presidente, muito trânsito“, afirmou, enfatizando a coesão da equipe econômica. Ele recordou que, apesar de previsões pessimistas, manteve as metas fiscais intactas desde sua nomeação em 2022, com o arcabouço fiscal encaminhado ao Congresso Nacional em março de 2023.
O tom escalou ao confrontar as cobranças da direita por maior rigor fiscal.
“O pessoal da direita diz podia ter feito mais no fiscal. Mas vocês fizeram durante sete anos mais no fiscal? Não, vocês não fizeram mais. Por que vocês estão cobrando agora? Nós estamos fazendo mais do que fizeram”
Ele acusou a oposição de hipocrisia, apontando para o legado do governo anterior:
“A turma da direita é danada. Eles têm muita penetração, eles escrevem muito, eles são convidados para falar sempre. Mas eles não têm acertado. Eles erraram muito durante sete anos. A economia brasileira não cresceu”.
Haddad foi incisivo ao evocar indicadores sociais e econômicos do período Bolsonaro, como o congelamento do salário mínimo e da tabela do Imposto de Renda, que agravaram desigualdades, sublinhando a falta de autoridade moral da direita para criticar o atual equilíbrio fiscal.
“Colocaram 33 milhões de pessoas passando fome nesse país, com salário mínimo congelado, com tabela de Imposto de Renda congelada. Eles não têm grande moral nessa altura do campeonato”,
Leitão afirmou que “tem que dar um desconto que houve um momento do governo Bolsonaro que ele teve que enfrentar a pandemia“, mas mesmo reconhecendo o impacto o ministro não poupou acusações de oportunismo eleitoral, atribuindo a deterioração fiscal ao desespero por votos.
“Mas o cara para ganhar a eleição, arrebenta as contas públicas. E aí a culpa do governo que ganha a eleição? Fica meio difícil”.
A defesa veemente de Haddad reflete a confiança nos resultados econômicos acumulados em três anos, além da estratégia para blindar o Ministério da Fazenda contra interferências em um contexto de campanha acirrada.
Na entrevista, o ministro reforçou o compromisso com metas fiscais aprovadas na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e na lei orçamentária, posicionando o governo como agente de recuperação frente a um passado de estagnação.

SIGA NAS REDES SOCIAIS

![]()
Compartilhe via botões abaixo:

