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Haddad atende Lula e cancela viagem à Europa devido a alta do dólar e mercado cobrando “corte de gastos”

    Para Gleisi Hoffmann, nome não é gasto, mas “investimentos que fazem o país crescer”, que são direcionados aos “programas” para “a população e aposentados”. A presidenta do PT diz ainda que o presidente do BC quer “satisfazer o insaciável mercado financeiro”

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    O ministro da FazendaFernando Haddad (PT), cancelou a viagem que faria à Europa, nesta segunda-feira (4/11), onde visitaria quatro capitais de países, entre elas, Paris, na França, cuja previsão de retorno ao Brasil era somente para o sábado (9/11), e vai se dedicar à agenda de corte de gastos, após pedido do Presidente da República Federativa, Excelentíssimo Senhor Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

    O motivo é a disparada do preço do dólar nos últimos dias. Na quarta-feira (30/10), o gestor da Economia brasileira havia afirmado que uma semana a mais de ausência do Brasil não prejudicaria a discussão sobre um pacote de corte de investimentos, esperado pelo mercado, mas como o dólar fechou no maior valor desde 2021, Lula fez o pedido de cancelamento da viagem a Haddad neste domingo.

    Segundo a assessoria do ministro da Fazenda, Fernando Haddad passará a semana dedicado aos temas domésticos: “Por essa razão, a viagem à Europa, prevista para segunda-feira (4/11), não será realizada neste momento. A agenda em questão será retomada oportunamente“, afirma o ministério, conforme transcreveu O Globo.

    Haddad passaria por Paris, na França – país liderado pelo presidente Emmanuel Macron; Londres, no Reino Unido, sob o Premiê Keir Starmer; Berlim, na Alemanha, onde o chanceller é Olaf Scholz; e Bruxelas (Bélgica), sob a liderança do primeiro-ministro Alexander De Croo.

    Nos países, Haddad se reuniria com autoridades e conversaria com investidores, mas o ministro da Fazenda se reuniu com o chefe do Executivo brasileiro ao longo da semana passada, a demora no anúncio das medidas frustrou o mercado, então a viagem foi cancelada.

    Rodrigo Moliterno, da Veedha Investimentos, disse que o mercado reagiu negativamente ao anúncio de que a revisão dos investimentos do Governo Lula se daria apenas após a viagem, que acabou sendo cancelada, pois todos esperavam que ocorresse depois das eleições, disse o investidor.

    Devido ao agito do mercado sobre o tema, o dólar fechou a sexta-feira a R$ 5,8698, com alta de 1,53%, o maior patamar desde maio de 2020, refletindo incertezas fiscais no Brasil. Na semana, valorizou 2,9% e, no ano, acumula quase 21% de valorização em 2024.

    Para a Presidenta do Partido dos Trabalhadores, a deputada federal pelo Paraná, Gleisi Hoffmann, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, “segue com suas preleções públicas, algo não recomendado para o cargo que ocupa, ameaçando com juros ainda mais altos para exigir o suicídio fiscal do Governo“.

    O que ele chama de “choque positivo” é cortar recursos dos investimentos que fazem o país crescer, dos programas que atendem a população e dos aposentados, para satisfazer o insaciável mercado financeiro”, afirmou Gleisi, em sua conta na plataforma de microblog X, na terça-feira (29/10).

    A parlamentar sugeriu: “Que tal dar um choque na Selic [ taxa básica de juros da economia – principal instrumento de política monetária utilizado pelo Banco Central do Brasil para controle da inflação]”.

    Gleisi acrescentou tudo poderia ser resolvido “baixando essa taxa de juros indecente, responsável pelo crescimento da dívida pública, que é hoje o maior problema fiscal do Brasil“.

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    1 comentário em “Haddad atende Lula e cancela viagem à Europa devido a alta do dólar e mercado cobrando “corte de gastos””

    1. Jair Francisco Lusa

      A Mer. .cado especula com dólar e juros, porquê não quer que o Brasil cresça.

    Os comentários estão fechados.

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