📷 Fernando Haddad (PT) durante coletiva em São Paulo / Imagens reprodução CBN |•| URBS MAGNA
| São Paulo (SP)
12 de agosto de 2026
Fernando Haddad, candidato do PT ao governo de São Paulo, relatou nesta quarta-feira (12/ago) que seu carro foi abordado por policiais militares armados com fuzis na porta de casa na noite de terça-feira (11/ago).
O episódio, considerado fora do padrão, motivou o acionamento da Procuradoria-Geral do Estado e da Secretaria de Segurança Pública.
A situação importa porque coloca em evidência o direito de qualquer cidadão a não se sentir intimidado por ações policiais sem justificativa clara.
O fato ocorreu por volta das 22h30, quando o petista retornava de uma aula magna na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, no Largo São Francisco.
Ao chegar à residência na região da Avenida Afonso Mariano Fagundes, no Planalto Paulista, zona sul da capital, uma viatura da Polícia Militar projetou faroletes sobre o veículo de campanha.
Haddad desceu e entrou em casa. O motorista seguiu o trajeto e passou a ser acompanhado pela mesma viatura por cerca de 40 minutos, de forma descrita como ostensiva e intimidadora.
Segundo o relato do candidato, os agentes portavam fuzis — três, conforme detalhado em uma das declarações — e não saíram da viatura para solicitar documentos, procedimento padrão em abordagens.
O motorista, assustado, estacionou em frente a um hotel, onde questionou os policiais e ouviu a ordem “vaza” ou “vaza daqui”.
Haddad só tomou conhecimento do ocorrido na manhã seguinte.
Em coletiva após sabatina na sede da Ordem dos Advogados do Brasil de São Paulo, o candidato afirmou: “O meu carro, depois que me deixou em casa, foi acompanhado por essa viatura da polícia durante muito tempo. De uma forma um pouco ostensiva e intimidadora. Quero crer que possa ter havido alguma confusão. Mas o meu motorista ficou muito assustado pela maneira como isso aconteceu”.
Ele reforçou que não pretende transformar o caso em “cavalo de batalha” eleitoral, mas considerou obrigação reportar o episódio.
O advogado Hélio Silveira confirmou a versão do motorista e anunciou que protocolará pedidos de esclarecimento junto ao governo de São Paulo, à Justiça e à Procuradoria.
A intenção é identificar quem determinou a ação, se houve orientação específica e qual a motivação. Silveira também solicitou imagens de câmeras que possam ter registrado a movimentação.
Haddad afirmou pressupor boa-fé e possível equívoco, como confusão de placa, mas exigiu apuração mínima.
Até o momento da publicação destas matérias, a Secretaria de Segurança Pública e o Palácio dos Bandeirantes não haviam se pronunciado.
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Começou…
Começou a sacanagem….
Abuso de poder? De força.