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Gustavo Petro declara estado de comoção interna em meio a violência entre grupos que disputam produção de coca

    ELN e dissidentes das FARC são convocados a abrirem espaços humanitários que permitam a saída de comunidades vulneráveis e a extração de corpos pelas autoridades colombianas para identificação – Ao menos 80 morreram e 11 mil foram deslocados – SAIBA MAIS

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    O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, declarou na segunda-feira (20/jan) um estado de comoção interna e estado de emergência econômica devido à violência na região nordeste de Catatumbo.

    O mandatário do país citou a crise humanitária devido aos recentes ataques dos guerrilheiros do ELN (Exército de Libertação Nacional) que deixaram pelo menos 80 mortos e 11 mil deslocados.

    Petro condenou os ataques e afirmou que o ELN se tornou o grupo armado de cultura paramilitar mais ativo do tráfico de drogas.

    As Forças Armadas do país trabalham para resgatar civis ameaçados nos municípios de Teorama, El Tarra, Convención, San Calixto, Hacarí e Tibú. A onda de violência ocorre pelo controle de áreas de produção de coca.

    O ELN e a Frente 33 (dissidência das FARC) disputam especialmente em Catatumbo, perto da Venezuela. A medida de Petro tem base na Constituição da Colômbia e o autoriza a tomar decisões em situações de crises que ameaçam a segurança e a ordem.

    O ELN e os dissidentes das FARC foram convocados a abrirem espaços humanitários que permitam a saída de comunidades vulneráveis e a extração de corpos pelas autoridades para identificação.

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