A indústria fechou 2019 no negativo, com a produção no mesmo nível de 15 anos atrás. Bancos levantaram o alerta de “viés de baixa” e alguns refazem cálculos, indicando um início de 2020 mais lento.
Ainda há expectativa de que a atividade ganhe ritmo, mas a ameaça da chegada do coronavírus preocupa.
Segundo Camila Mattoso, no painel Folha, a avaliação no governo é outra.
Em conversa com parlamentares na última semana, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, disse que, ainda que a indústria esteja mais fraca, o comércio, os serviços e a construção civil vão melhor e os juros mais baixos tendem a ajudar.
Na pasta de Paulo Guedes, a Secretaria de Política Econômica estuda possíveis efeitos do coronavírus, mas quer observar melhor.
O mais recente registro na literatura técnica, diz o subsecretário Vladimir Telles, foi o impacto negativo de 0,05% em países como o Brasil no surto da SARS, em 2003.
A variável chave, segundo Telles, que está definindo o crescimento e seu ritmo é a dívida pública, que recuou com a queda dos juros. “Quanto mais a dívida cair, mais o crescimento vai disparar”.
