
📷 Lula e Janja descem a rampa do Palácio do Planalto / Foto: Adriano Machado / Reuters |•| URBS MAGNA
| Brasília (DF)
10 de agosto de 2026
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) desarticulou um grupo neonazista que planejava atentados contra o Palácio do Planalto e o prédio onde ocorreria o debate entre os candidatos do segundo turno das eleições de 2026, segundo revelou o Fantástico, da TV Globo, neste domingo (09/ago).
A investigação, batizada de operação “Rede Interrompida”, foi deflagrada na terça-feira (04/ago) com o cumprimento de oito mandados de busca e apreensão em cinco Estados — São Paulo, Pernambuco, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
Como o grupo funcionava
Os investigados eram homens que nunca haviam se encontrado pessoalmente e se comunicavam por dois grupos no Telegram.
Um deles usava uma foto de Adolf Hitler como imagem de perfil e reunia mais de 600 participantes; o outro, mais restrito, concentrava 46 integrantes considerados mais radicalizados, que buscavam ativamente pessoas dispostas a matar.
O monitoramento das conversas ficou a cargo do Ciberlab, laboratório de crimes cibernéticos do Ministério da Justiça e Segurança Pública, que classificou o material como de alto grau de periculosidade.
Segundo o relatório do órgão, havia planejamento de ações violentas com explosivos, disseminação de ideologia neonazista, misoginia e incitação à violência.
Os alvos: Planalto, STF e o palco do debate
Além de discutir a explosão do prédio onde seria realizado o debate do segundo turno, os investigados compartilharam a planta baixa do Palácio do Planalto e debateram possíveis rotas de entrada e saída do edifício.
Os investigadores também encontraram mapas de prédios dos ministérios, do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal (STF), o que indica que o alcance do plano ultrapassava o contexto eleitoral imediato.
Nas conversas monitoradas, um dos participantes defendeu que o grupo listasse “os principais alvos para garantir o sucesso da revolução”.
As trocas incluíam ainda manuais para fabricação de explosivos e coquetéis molotov, com estimativas de material e custo — detalhes que as autoridades preferiram não divulgar de forma pormenorizada.
A resposta do governo
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, classificou o conteúdo apurado como planejamento real, e não fantasia digital.
“O que estava ali sendo engendrado eram atentados sérios”, disse o ministro.
Durante a operação, a polícia apreendeu armas de fogo, facas, canivetes e uma série de computadores e celulares que agora passam por perícia.
Os investigados podem responder por crimes como associação criminosa, apologia e distribuição de material nazista e incitação ao crime.
O caso confirma um padrão observado desde os ataques de 8 de janeiro de 2023 ao próprio Palácio do Planalto: a radicalização política deixou de se limitar a discursos on-line e passou a produzir planejamento logístico concreto contra instituições do Estado brasileiro.
O fato de o grupo mirar simultaneamente o Executivo, o Legislativo e o Judiciário — Planalto, Congresso e STF — revela que o alvo não era um governo específico, mas a própria arquitetura democrática que organiza a disputa eleitoral no país.
A perícia nos aparelhos apreendidos segue em andamento, e novos indiciamentos podem ser anunciados pela Polícia Civil do Distrito Federal nos próximos dias.
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A direita fez o alarme disparar, eles não teem limites. A vida do presidente Lula pode estar em perigo iminente.