Imagens divulgadas pelo Ministério das Relações Exteriores israelense mostra a intercepção de um dos barcos da Flotilha Global Sumud e é possível ver a ativista sendo revistada – ASSISTA E SAIBA MAIS
Brasília, 01 de outubro 2025
A ativista sueca Greta Thunberg foi detida pelas forças israelenses na noite desta quarta-feira (1º de outubro), durante a interceptação da Global Sumud Flotilla, uma frota de quase 50 embarcações carregadas com suprimentos simbólicos de alimentos e medicamentos destinados à Faixa de Gaza.
O Ministério das Relações Exteriores israelense divulgou um vídeo da intercepção de um dos barcos da Flotilha Global Sumud.
No registro, é possível ver a ativista Greta Thumberg sendo revistada. Segundo o órgão israelense, os detidos vão ser transportados para um porto de Israel e se encontram “em segurança e com boa saúde“.
A operação, realizada em águas internacionais a cerca de 70-80 milhas náuticas (cerca de 125 km) a oeste da costa palestina, envolveu mais de 500 ativistas de 44 países, incluindo parlamentares europeus e o neto de Nelson Mandela, Mandla Mandela.
De acordo com relatos em tempo real da coalizão organizadora, embarcações como Alma, Surius e Adara foram abordadas por navios da Marinha de Israel por volta das 20h30 (horário de Gaza).
Vídeos divulgados mostram tripulantes erguendo as mãos em sinal de rendição pacífica, enquanto jatos de água e luzes fortes foram usados para desorientar a equipe.
“Fomos interceptados e sequestrados ilegalmente em águas internacionais por forças de ocupação israelenses”, declarou Thunberg em um vídeo pré-gravado, ecoando sua denúncia similar em junho passado, quando foi deportada após uma tentativa anterior.
Após a prisão dos ativistas, na mesma noite várias cidades do mundo iniciaram protestos em massa:
Essa não é a primeira vez que Thunberg, de 22 anos, desafia o bloqueio naval imposto por Israel desde 2007 e intensificado após os ataques de 7 de outubro de 2023.
Em junho de 2025, ela integrou a flotilha Madleen, interceptada e rebocada ao porto de Ashdod, resultando em sua detenção breve e deportação via Aeroporto Ben Gurion.
Na ocasião, Thunberg descreveu o episódio como “um ato ilegal de pirataria”, exigindo pressão sobre o governo sueco para libertar os companheiros.
Agora, com a frota Global Sumud – a maior iniciativa civil desse tipo –, a ativista retorna ao mar, unindo causas climáticas e humanitárias em um apelo por solidariedade global.
Do lado palestino, a recepção é de indignação e elogios à coragem dos ativistas. A rede Al Jazeera, com base em Doha, destacou em sua cobertura ao vivo que a interceptação representa “um sequestro em alto-mar que viola o direito internacional”, citando fontes da Freedom Flotilla Coalition que relatam a perda de contato com a tripulação após o embarque forçado.
A mídia enfatiza o contexto de fome generalizada em Gaza, onde 2,4 milhões de residentes enfrentam escassez crônica de alimentos devido ao cerco, agravado pela guerra em curso.
Organizações como a Palestine Chronicle e Maan News – veículos independentes com sede em Ramallah e Belém – noticiaram o evento como uma vitória simbólica da resistência civil, prevendo que a detenção de Thunberg amplificará a pressão internacional por corredores humanitários abertos.
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“Esses voluntários não são terroristas; são faróis contra o genocídio”, escreveu um editorial na Palestine Chronicle, ligando a ação à necessidade urgente de intervenção da ONU e da União Europeia.
Perspectivas israelenses, por outro lado, enquadram a flotilha como uma provocação desnecessária. O jornal The Times of Israel, sediado em Tel Aviv, reportou que o Ministério das Relações Exteriores de Israel confirmou a operação sem incidentes, com Thunberg e os demais “seguros e saudáveis”, sendo transferidos para Ashdod para processamento de deportação.
Autoridades como o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, haviam alertado previamente que ativistas seriam tratados como “invasores em zona de combate”, com possibilidade de detenção em instalações como a prisão de Ktzi’ot, no deserto do Negev, conhecida por condições rigorosas.
O Jerusalem Post citou fontes do governo afirmando que o bloqueio é “consistente com o direito internacional” e que os suprimentos serão redistribuídos via canais oficiais, como a Cruz Vermelha, para evitar “riscos à segurança”.
The Times of Israel e Jerusalem Post também noticiaram a recusa inicial de Thunberg em assistir a imagens do ataque de 7 de outubro de 2023 durante interrogatório em junho, reforçando divisões ideológicas.
A mídia internacional corrobora o drama: a BBC News descreveu a cena como “tensa mas pacífica”, com o Ministério das Relações Exteriores de Israel oferecendo transferir a ajuda por terra, enquanto a Reuters destacou a chegada de Thunberg em Paris após a deportação anterior, onde ela conclamou por “mais mulheres jovens e raivosas contra as injustiças”.
A BBC News e Reuters capturaram o apelo global, com o The Independent atualizando ao vivo que a frota rejeitou ordens para mudar de curso, insistindo em sua missão humanitária.
Enquanto Thunberg e os detidos aguardam deportação – esperada nas próximas horas via Ben Gurion –, o incidente reacende um debate vital: até quando o bloqueio de Gaza persistirá em meio a uma crise humanitária que a ONU classifica como “o risco de fome mais grave do século”?
Essa ousada travessia não é só sobre suprimentos; é um grito coletivo por justiça, unindo ambientalistas, humanitários e defensores da paz.








Esse Estado de Israel tem Que parar.chega desse disfarce, usando Deus como.protecao, não tem mas nada haver com.o Israel dos tempos de Jesus.HOJE Israel é a Igreja.
Esse Irrael político não tem haver com a tradição.
DEUS NAO ESTAR NESSE HORROR.DE MORTES GUERRAS E DESGRACAS
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