Ativista sueca denuncia estrangulamento econômico imposto pelos EUA a Cuba, com apagões e colapso em hospitais, e chama solidariedade global para o Dia Internacional em 21 de março
Havana (CU) · 12 de março de 2026
Greta Thunberg alertou em suas redes sociais, nesta quinta-feira (12/mar), sobre a grave situação em Cuba, onde milhões enfrentam apagões rotativos, hospitais sem energia e ambulâncias sem combustível devido ao intensificado bloqueio econômico dos Estados Unidos sob o governo Trump.
A ativista classificou as medidas como deliberadas e pediu mobilização mundial para o Dia Internacional de Solidariedade a Cuba, marcado para 21 de março, quando o Comboio Nuestra América chegará a Havana com ajuda humanitária por ar, terra e mar.
“Precisamos falar sobre o que está acontecendo em Cuba agora”, afirmou Greta Thunberg no vídeo postado.
Ela destacou que, “enquanto o governo Trump está travando guerras ilegítimas pelo mundo, matando inúmeras pessoas, também está estrangulando o povo cubano deliberadamente, metódica e abertamente”.
A ativista citou declarações do presidente norte-americano, que se referiu ao embargo como motivo de orgulho: “Não tem petróleo. Não tem dinheiro, não tem nada”.
A crise energética em Cuba agravou-se desde janeiro de 2026, após o governo Trump declarar emergência nacional e impor tarifas a países que exportam petróleo à ilha, cortando suprimentos vindos principalmente da Venezuela e ameaçando outros fornecedores como o México.
Relatos da Reuters confirmam blecautes massivos, como o de 4 de março, que deixou milhões sem luz em Havana e no oeste do país, atribuído à falta de combustível para usinas termelétricas.
As Nações Unidas expressaram profunda preocupação. O porta-voz Stéphane Dujarric afirmou que “permanecemos profundamente preocupados com a situação deteriorada, impulsionada pela incapacidade de importar combustível”, alertando que o sistema de saúde cubano aproxima-se de um ponto crítico.
Hospitais sofrem interrupções frequentes de energia, escassez de medicamentos essenciais e falhas em equipamentos críticos, afetando tratamentos oncológicos, diálise, emergências e cuidados materno-infantis, conforme relatou o UN News, na quarta-feira (11/mar).
A ONU já havia advertido em fevereiro sobre risco de colapso humanitário, com o coordenador residente Francisco Pichón destacando ameaças a serviços de saúde, água e distribuição de alimentos devido à escassez de combustível, segundo a UN News, em 26 de fevereiro.
Organizações humanitárias relataram que ambulâncias ficam paradas e prateleiras vazias se multiplicam, enquanto o povo cubano paga o preço mais alto.
Greta Thunberg lembrou o histórico de solidariedade cubana: “Cuba não ficou em silêncio quando o mundo precisou. Por mais de 60 anos, Cuba enviou seus médicos para todos os cantos da terra. Profissionais de saúde cubanos combateram o Ebola na África Ocidental. Eles responderam a desastres no Haiti”.
Ela também citou apoio cubano a movimentos de libertação na África. “Cuba defendeu o mundo, e agora é hora de o mundo defender Cuba”.
A ativista convocou ações concretas: “No dia 21 de março, o Comboio Nuestra América chegou a Havana levando ajuda humanitária por ar, terra e mar. Esse dia foi declarado o Dia Internacional de Solidariedade a Cuba”.
Ela pediu que pessoas em todo o mundo visitem embaixadas dos Estados Unidos, juntem-se a redes locais de solidariedade e organizem atos comunitários. “O direito do povo cubano de construir sua própria sociedade, livre do cerco e da sabotagem econômica, não é uma questão partidária. É uma questão de dignidade humana básica”.
O embargo, em vigor desde 1962, foi projetado para gerar fome e desespero, conforme documentos históricos do Departamento de Estado dos EUA.
A intensificação atual inclui ameaças de “tomada da ilha”.
Fontes internacionais continuam monitorando a crise energética em Cuba, com relatos de negociações da ONU com os EUA para envio de combustível humanitário.

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