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Grave: Carlos Bolsonaro recebia da ‘Abin paralela’ detalhes sobre inquéritos, diz PF, segundo jornalista

    Informações eram produzidas ilegalmente no âmbito da Abin, por meio de ações clandestinas, com técnicas de investigação próprias das polícias judiciárias, sem qualquer controle judicial ou do Ministério Público

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    A investigação da Polícia Federal sobre o esquema de espionagem ilegal montado na gestão de Alexandre Ramagem na Abin (Agência Brasileira de Inteligência) colheu indícios de que o vereador Carlos Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, era abastecido com informações da agência”, informa o jornalista Aguirre Talento, no ‘UOL‘.

    A PF detectou, por exemplo, que Carlos Bolsonaro recebia informações sobre inquéritos em andamento da própria Polícia Federal. A PF também investiga se a Abin produziu dossiês para atender aos interesses do vereador.

    Essas informações seriam repassadas pelo próprio Ramagem, de acordo com os elementos colhidos até agora nas investigações. Ele comandou a Abin durante o governo de Jair Bolsonaro.

    Nesta nova etapa, a Polícia Federal busca avançar no núcleo político, identificando os principais destinatários e beneficiários das informações produzidas ilegalmente no âmbito da Abin, por meio de ações clandestinas.

    Nessas ações eram utilizadas técnicas de investigação próprias das polícias judiciárias, sem, contudo, qualquer controle judicial ou do Ministério Público“, afirmou a PF em comunicado à imprensa.

    Atualmente deputado federal pelo PL do Rio, o ex-diretor da Abin foi alvo de busca e apreensão na semana passada.

    Ramagem tinha relação próxima com os filhos do ex-presidente. Policial federal de carreira, Ramagem se aproximou da família Bolsonaro por ter trabalhado na segurança da campanha presidencial de 2018.

    Tornou-se um aliado de confiança e, por isso, foi indicado por Bolsonaro ao comando da Abin. O ex-presidente também tentou nomear Ramagem para comandar a Polícia Federal, mas a nomeação foi barrada pelo STF (Supremo Tribunal Federal) sob suspeita de desvio de finalidade.

    Essa nomeação também resultou no pedido de demissão do então ministro da Justiça Sérgio Moro. Na ocasião, o atual senador afirmou publicamente que Bolsonaro queria receber informações sobre investigações da Polícia Federal.

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