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Governo do RJ recusa perícia da PF e libera às famílias os 121 cadáveres da ação policial mais letal do Brasil

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    Corpos da megaoperação foram enfileirados no Complexo da Penha, no Rio de Janeiro, após operação policial / Foto: Eduardo Anizelli/Folhapres


    MPF e STF cobram transparência do Estado por ignorar a oferta federal de exames nos corpos da megaoperação no Complexo da Penha e Alemão



    Brasília, 05 de novembro 2025

    O governo do Rio de Janeiro, sob comando do governador Cláudio Castro, anunciou nesta quarta-feira (5/out) a dispensa de peritos da Polícia Federal (PF) para análise dos corpos das 121 vítimas da Operação Contenção, deflagrada em 28 de outubro nos complexos da Penha e do Alemão.

    A decisão, que ignora o envio de 20 especialistas federais prometido pelo ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, contrasta com a perícia independente já realizada pelo Instituto Médico-Legal (IML) e pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), encerrada no último domingo (2/nov), conforme informou a Defensoria Pública.

    Especialistas alertam que a recusa, conforme matéria de Daniele Lima no UOL, pode comprometer a transparência em um caso que já é considerado a ação policial mais letal da história brasileira, superando até o massacre do Carandiru em 1992.

    A medida surge em meio a críticas do Ministério Público Federal (MPF), que havia solicitado acesso imediato aos dados periciais para verificar violações à ADPF 635 – norma do Supremo Tribunal Federal (STF) que regula operações em favelas e visa reduzir letalidade.

    Moradores e ativistas, como Raull Santiago, denunciam que dezenas de corpos foram encontrados em áreas de mata na Serra da Misericórdia, retirados por comunidades antes de qualquer investigação oficial, o que gerou acusações de “fraude processual” contra residentes.

    O secretário de Polícia Civil, Felipe Curi, defendeu a operação como um “sucesso” contra o Comando Vermelho (CV), com 113 prisões e apreensões de uma tonelada de drogas, mas o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) questiona o cumprimento das diretrizes constitucionais.

    Essa controvérsia reacende o debate sobre accountability em ações de segurança pública, especialmente após a chacina do Jacarezinho em 2021, que deixou 28 mortos e expôs falhas semelhantes.

    Com famílias ainda aguardando assistência da Defensoria Pública da União (DPU) e o governo federal sinalizando possível judicialização, o caso pode redefinir protocolos para futuras incursões policiais no Brasil.



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    1 comentário em “Governo do RJ recusa perícia da PF e libera às famílias os 121 cadáveres da ação policial mais letal do Brasil”

    1. REINALDO GONCALVES DA CRUZ

      Não sou a favor do crime, sou a favor da vida, principalmente de pessoas inocentes, essa matança não respeitou critérios

    Os comentários estão fechados.

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