Governo Lula poderá ter EUA, Canadá e até Jeff Bezos cooperando com o Fundo Amazônia

Bolsonaro afugentou estrangeiros e desmontou a cooperação, mas Lula diz que a iniciativa internacional não ameaça a soberania e é o Brasil que comandará o mecanismo

A equipe do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), usou a COP 27 (Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas) para costurar com europeus e americanos um reforço na cooperação com o Fundo da Amazônia.

Em 2019, a ministra alemã do Meio Ambiente, Svenja Schulze, disse à Deutsche Welle: “Eu não posso simplesmente ficar dando dinheiro enquanto continuam desmatando“. O governo de Jair Bolsonaro impôs exigências que levaram a Alemanha e a Noruega a encerrar a transferência de recursos injetados por este último país por meio da criação do maior fundo de cooperação internacional durante o primeiro governo Lula.

Agora, com o Presidente eleito de volta, Oslo e Berlim voltarão com os recursos. Para além disso, Marina Silva (Rede) conversou com o Enviado Especial Para o Clima dos EUA, John Kerry, sobre a adesão ao Fundo da Amazônia. Assim, outros governos seriam motivadosa participar do combate ao desmatamento no Brasil, como informou Jamil Chade, em sua coluna no UOL.

Segundo o texto, a fundadora do Rede Solidariedade, cotada para o Ministério do Meio Ambiente, também fez a proposta ao Reino Unido e ao Canadá. Além dos novos adeptos políticos, mega empresários e fundações privadas também estariam na mira dos coordenadores do novo governo, como a Bezos Fund, do bilionário americano Jeff Bezos, que promete US$ 10 bilhões para lutar contra mudanças climáticas pelo mundo.

Diferentemente de Bolsonaro, cujo governo esvaziou os recursos previstos para Monitoramento da Cobertura da Terra e do Risco de Queimadas e Incêndios Florestais, realizado pelo INPE – órgão de excelência e referência internacional, que foi amplamente atacado e desmontado nos últimos anos, Lula disse na COP 27, que o Brasil quer e precisa de ajuda.

Bolsonaro sempre insistiu em afastar qualquer participação estrangeira e desmontou os mecanismos de cooperação, mas Lula deixa claro que qualquer iniciativa estrangeira não poderá significar qualquer ameaça à soberania e que caberá ao Brasil pilotar o mecanismo.

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