“Muitos acertos em pouco tempo”; “os vitoriosos nem perderam tempo em brigar com golpistas”, escreve a jornalista sobre os “crimes” nas estradas, praticados pelos seguidores de Bolsonaro
“Foram muitos acertos em pouco tempo”, escreve Míriam Leitão sobre o Governo LULA que mal começou. Já foi “tratar das questões urgentes” A jornalista diz, em sua coluna no Globo, que “os vitoriosos nem perderam tempo em brigar com golpistas“. Ela se referiu aos “crimes ” nas estradas, praticados pelos seguidores de Bolsonaro.
No meio do transe dos bolsonaristas, “o presidente eleito decidiu comparecer à reunião global do clima“, lembra Leitão, sobre a COP 27 – a 27ª conferência do clima da ONU (Organização das Nações Unidas), que começa neste domingo (6/11) e para a qual o Presidente eleito foi convidado. Uma comitiva aguarda LULA em Sharm El Sheikh, no Egito, onde cerca de noventa chefes de estado têm grande expectativa sobre qual será a participação do futuro governo brasileiro.
Leitão prossegue apontando o acerto de LULA com seu “primeiro movimento diplomático” ao escolher “Geraldo Alckmin, bom gestor e com cara de frente ampla, para coordenar a transição“.
Segundo a jornalista, “já se desenha uma solução para a desordem do orçamento” e, “com todos esses acertos, o novo governo ocupou todo o espaço político. A sucessão começou antes do prazo regimental“.
“Enquanto seguidores de Bolsonaro protagonizavam cenas de histeria, os representantes do novo governo foram tratar das questões urgentes da administração“.
Ainda “há uma expectativa de que o Brasil, durante o” Governo LULA, “convide a COP para ser realizada aqui em 2025. Se o fizer acertará novamente. O Brasil é histórico no movimento ambientalista e de defesa do planeta que terminou nas COPs“, escreve Leitão. Já Bolsonaro, ele “assumiu o governo em 2019 falando que sairia do Acordo de Paris. Não saiu, mas recusou em cima da hora ser sede da COP-25, criando um problema global. Ela acabou sendo realizada em Madri“, onde “o então ministro Ricardo Salles escolheu o conflito e a insignificância. Não quis ter o tradicional pavilhão do Brasil e negou credencial para as entidades da sociedade civil. O Brasil tem bons negociadores do clima, diplomatas, servidores do Estado, que tiveram de se limitar à estreiteza de Salles e Bolsonaro“.
“Estivemos esses anos numa agenda de resistência, com ações no Congresso, no Judiciário, em denúncias. Agora mudou. Há um forte simbolismo na ida do presidente eleito ao Egito. O Brasil está voltando para a pauta climática e de maneira multilateral e a pauta ambiental está no centro do debate mundial, comemora Ana Toni, presidente do Instituto Clima e Sociedade.
Nos anos do desterro, a sociedade civil brasileira ficou ainda mais forte nas COPs. Em Madri, as entidades montaram o Brazil Climate Action Hub e conseguiram credencial para todos os representantes. Os governadores do Norte fizeram suas próprias conexões, contornando o governo federal. Mas nem sempre era possível. Em Glasgow, os estados amazônicos fecharam um acordo de US$ 1 bilhão de financiamento de ações de proteção à Amazônia, mas até hoje aguarda uma assinatura do Itamaraty.
É isso que começa a ser destravado. Nos primeiros dias pós eleição, a Noruega já desbloqueou os recursos do Fundo Amazônia, a Alemanha fez o mesmo, o que coincidiu com a decisão do STF de mandar o governo reativar o Fundo em 60 dias. Ao fim desse prazo já será outro governo. O fundo europeu Nordea Asset Management retirou as restrições para investimentos em títulos do governo brasileiro. O Brasil tinha sido cancelado na esteira da escalada do desmatamento no governo Bolsonaro.
Para Ana Toni, que está de malas prontas para o Egito, onde estará no Brazil Hub, a agenda agora tem que ir muito além: “Acabar com o desmatamento é um problema do século passado, que a gente ainda não resolveu. Mas a gente tem que mostrar que a agenda climática traz emprego, novos investimentos, vai ajudar as pessoas a não morrerem a cada chuva, além de proteger a floresta. A palavra agora é implementação“.
Em Brasília, todas as atenções já se voltam para o Centro Cultural Banco do Brasil onde ficará instalado o gabinete de transição. Há inúmeros problemas a serem enfrentados. O rombo nos gastos públicos herdado de Bolsonaro é enorme e, por isso, foi tratado como o problema número um. As negociações para que isso seja resolvido estão em pleno andamento. Costurou-se também um acordo para que não sejam aprovadas pautas bombas na área fiscal.
Há também os riscos de bombas ambientais. A ex-ministra Tereza Cristina disse que o “agro está triste” com a vitória de Lula, mas que há um acordo com o senador Rodrigo Pacheco para votar até o fim do ano os projetos do interesse do agro. Se forem votados terão um poder de destruição da nova agenda ambiental do Brasil“, pontua Míriam Leitão.

E esses boooooostas da extrema-direita, porque têm um monte de papel colorido,
continuam “acreditando” que estão certos em sua ganância, pretensões, utopias!!…
Não há de ser nada!… Já-já estarão mostrando a bunda — disfarçadamente, sim!, mas sem
conseguirem inflamar o piquá!
Risíveis, enfim — desde sempre.
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