Governo Lula já pagou R$ 1 bilhão das dívidas de Minas em 2025, “salvando a barbeiragem de Zema”, diz jornalista
Entenda a complexidade das dívidas estaduais, os mecanismos de garantia federal, os impactos do RRF e as disputas políticas em torno do refinanciamento, com ênfase no caso de Minas Gerais e seus reflexos nas relações federativas – SAIBA MAIS
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O governo federal pagou R$ 1,07 bilhão das dívidas de Minas Gerais nos primeiros dois meses de 2025, representando 57% do total quitado para todos os entes federados (R$ 1,8 bilhão). Em janeiro, foram R$ 218 milhões, e em fevereiro, R$ 854 milhões. As garantias da União cobrem empréstimos de estados e municípios junto a bancos como BNDES e BID em caso de inadimplência.
Contexto Histórico das Dívidas
Desde 2018, a União já pagou R$ 20 bilhões em dívidas mineiras, com valores crescendo anualmente (R$ 4 bilhões em 2024). Historicamente, Minas é o segundo maior devedor, atrás do Rio de Janeiro, mas em 2025 lidera o ranking. Outros estados com maiores pagamentos foram Rio de Janeiro (R$ 399,73 milhões), Goiás (R$ 150,10 milhões), Rio Grande do Sul (R$ 149,76 milhões) e Rio Grande do Norte (R$ 109,73 milhões).
Regime de Recuperação Fiscal (RRF) e Acúmulo de Dívidas
Do total de R$ 77,32 bilhões em dívidas honradas pela União, R$ 68,11 bilhões estão sob o RRF, que suspende o pagamento direto pelos estados. Desde 2016, apenas R$ 5,5 bilhões foram recuperados, com Minas devolvendo R$ 1,4 bilhão (principalmente em 2018 e 2019). Um empréstimo de 2012 (US$ 1,3 bi), contratado na gestão Anastasia (PSDB), foi parcialmente restituído a Minas após decisão judicial.
O governador Romeu Zema (Novo) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) | Foto: Flávio Tavares/O Tempo
Críticas e Conflito Político: Zema x Lula
O governo Zema critica os vetos de Lula ao Programa de Pleno Pagamento da Dívida (Propag), que refinanciaria R$ 165 bilhões da dívida mineira em 30 anos. Zema alega que o veto prejudica o estado, concentrando dívidas no curto prazo e comprometendo serviços públicos. Ele busca articular a derrubada do veto no Congresso, com apoio de governadores do Sul e Sudeste.
Riscos para a União e Mecanismos de Garantia
João Batista Soares (Sinfazfisco-MG) explica que a União assume riscos ao garantir dívidas: atrasos podem resultar em bloqueio de recursos externos e perda de credibilidade internacional. O RRF permite que estados inadimplentes continuem acessando novas garantias, mas a falta de pagamento amplia o estoque da dívida, criando um “efeito bola de neve”. A União evita default para preservar sua imagem perante organismos financeiros.
Por conta da atuação do Governo Lula, o jornalista Xico Sá argumentou em suas redes sociais sobre a barbeiragem do governador de Minas Gerais, o bolsonarista Romeu Zema (Novo):