Por meio da AGU, são signatárias plataformas digitais como ‘Google‘, ‘YouTube‘, ‘Meta‘, ‘Tik Tok‘, ‘X‘, ‘Kwai‘ e ‘LinkedIn‘ – Ideia é garantir a integridade da informação sobre a tragédia climática
“Acho que o que sai daqui hoje é um modelo novo de trabalho. E é um modelo que a gente sempre apostou, o modelo do diálogo“, afirmou o ministro da AGU (Advocacia-Geral da União), Jorge Messias, durante a assinatura de um protocolo de acordo feito com plataformas digitais, incluindo ‘Google‘, ‘YouTube‘, ‘Meta‘, ‘Tik Tok‘, ‘X‘, ‘Kwai‘ e ‘LinkedIn‘, para garantir a integridade da informação sobre a tragédia climática no Rio Grande do Sul.
O acordo do governo do Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), contou com a colaboração da SECOM (Secretaria de Comunicação Social) da Presidência da República e do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
A intenção de criar um canal mais direto com as plataformas para combater essas e outras fake news já tinha sido manifestada pelo presidente Lula, conforme lembra a ‘Folha de S. Paulo‘, que buscava um alinhamento com as ‘big techs‘, com lógica semelhante à aplicada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), em 2022, para combater fake news eleitoral.
Segundo a publicação, o acordo firmado nesta terça-feira (21/5) prevê a promoção de informação íntegra, confiável e de qualidade, além da colaboração das empresas para tomar medidas contra conteúdos que violem a integridade das informações.
Também está prevista a continuidade da articulação entre a AGU e as plataformas, assim como a disponibilização de mecanismos para acesso a informações oficiais e confiáveis sobre a calamidade no RS. O protocolo terá vigência de 90 dias, podendo ser renovado.
Após as eleições de 2018, o TSE firmou acordos com plataformas para combater a desinformação. Em 2022, implementou canais para receber conteúdos suspeitos, encaminhados por terceiros ou identificados pela própria assessoria do tribunal.
No contexto atual, a desinformação relativa à tragédia no Rio Grande do Sul preocupa autoridades, com 35% dos pedidos de verificação no “Senado Verifica” estando relacionados ao ocorrido, incluindo notícias falsas sobre doações e declarações de autoridades estrangeiras.
