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A sociedade está a “combater o bom combate” e o “lado iluminado da “Força” está vencendo”

    Comentário de jornalista se refere aos “bons e lúcidos artigos de Flávia Oliveira e Bernardo Mello Franco” sobre a virada do governo Lula na guerra suja da direita nas redes sociais

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    O Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) – Foto: Ricardo Stuckert | O Presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta – Foto de Ueslei Marcelino/REUTERS | Ao fundo, o Congresso Nacional | #equipeUrbsMagna/montagem


    RESUMO <<Luis Costa Pinto, editor da Plataforma Brasília, destacou artigos dos jornalistas Flávia Oliveira e Bernardo Mello Franco sobre os desafios do governo Lula contra um Congresso hostil. Flávia analisa como o Planalto venceu, pela primeira vez, uma batalha nas redes sociais após o Legislativo revogar vetos presidenciais e atacar políticas populares, gerando a hashtag #InimigosDoPovo. Já Mello Franco alerta para a tentativa do Centrão de limitar o acesso de partidos pequenos ao STF, enfraquecendo o controle de constitucionalidade — um risco à democracia que persiste desde o governo Bolsonaro e se agrava sob Lula>>


    Brasília, 04 de julho de 2025

    O jornalista editor da Plataforma Brasília, Luis Costa Pinto, cujo endereço nas redes sociais curiosamente é @LulaCostaPinto, expôs, em uma mensagem, duas matérias dos jornalistas globais Flávia Oliveira e Bernardo Mello Franco.

    Ambas fazem referência à eterna batalha que o governo Lula sempre enfrentou nas redes sociais. Segundo o profissional de imprensa em sua mensagem no X, “é disso que se diz “combater o bom combate”. A sociedade está nele, e o lado iluminado da Força está a vencer“.

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    Flávia Oliveira diz, em sua publicação “Nem reféns nem cúmplices“, que o governo Lula “reagiu com tática, até então, exclusiva da oposição; voltou ao ringue“. Ela também desejou que “a freada de arrumação empurre o país para o tão necessário quanto urgente debate sobre equilíbrio fiscal e justiça tributária“.

    Referindo-se ao que as redes sociais estão chamando de “pior Congresso Nacional da história“, Flávia diz que ele é “hostil ao presidente da República” e “tramou o enfrentamento que ameaçava minar, na avaliação do Planalto, o espaço que ainda resta a Lula para governar o país“.

    Além de impor a aplicação de mais de R$ 50 bilhões do Orçamento via emendas parlamentares, deputados e senadores avançaram contra um decreto presidencial, prerrogativa do Executivo” – o aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). “De quebra, alinharam-se a medidas que vão de encontro aos interesses do eleitorado“, complementa a jornalista global.

    As redes sociais influenciaram a recente tensão entre os Poderes, levando o Congresso a recuar em votações devido à repercussão negativa, como ocorreu com a PEC das Praias e o PL do Estupro, diz o texto.

    E destaca que a novidade da hora foi, se não o protagonismo, o embargue do governo na reação: “Foi a primeira vez que o governo ganhou o embate nas redes sociais“, afirma Felipe Nunes, diretor da Quaest.

    Flávia diz que a empresa de pesquisas acompanhou, a pedido dela, a movimentação nas plataformas digitais, de 17 a 30 de junho. E o resultado foi que o embate entre Executivo e Congresso produziu 2,2 milhões de menções e alcançou 10 milhões de contas por hora. “Um feito“, diz a jornalista da Globo.

    Ela argumenta que o descontentamento público surgiu após a votação que revogou vetos de Lula a uma lei que pode aumentar em quase R$ 200 bilhões a conta de luz até 2050, com o Congresso restaurando oito de 24 dispositivos vetados sobre usinas eólicas offshore. E que isso gerou a hashtag “inimigos do povo” contra os parlamentares.

    E destaca que a segunda onda da Quaest iniciou-se com a revogação do decreto que aumentou as alíquotas do IOF e a ampliação da quantidade de deputados de 513 para 531 em 2027, resultando em um aumento nas críticas ao Congresso e ao presidente da Câmara, Hugo Motta.

    A jornalista mostra que o levantamento indicou que, ao contrário de episódios anteriores marcados pela polarização, as últimas semanas mostraram uma predominância de menções de defensores do governo e um alto volume de críticas ao Congresso.

    Segundo Flávia, o comportamento dos parlamentares gerou uma reação negativa que uniu eleitores e opositores de Lula. Os presidentes da Câmara e do Senado buscaram enfraquecer a popularidade do presidente, evidenciando a percepção de que o Parlamento age por interesses próprios, o que alimenta o desprezo pela política e favorece aproveitadores.

    O governo, aproveitando a oportunidade, volta à agenda de justiça tributária, com foco na redução de desonerações e isenções fiscais. Fernando Haddad destacou, em 2025, projetos sobre restrição de supersalários e reforma da Previdência dos militares, ainda pendentes no Congresso, prossegue a matéria. O ministro também propôs mudanças no IOF, gerando reações negativas no mercado financeiro e entre parlamentares.

    A Fazenda concordou em aumentar a taxação sobre empresas de apostas e fintechs, enquanto o Congresso freou mudanças, gerando pressão para interromper reajustes do salário mínimo e rever vinculações orçamentárias na Saúde e Educação. Flávia lembra ainda que existe também uma proposta popular de isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, compensada por maior tributação sobre rendimentos acima de R$ 600 mil.

    E conclui que o futuro está em disputa, com novas dinâmicas surgindo, especialmente no debate sobre justiça tributária, que busca aliviar a carga dos setores mais vulneráveis e moderar privilégios históricos. A reforma orçamentária deve ser abrangente, e Congresso e governo não devem ser reféns de interesses individuais.

    Quanto ao texto de Bernardo Mello Franco, em sua coluna no O Globo, ele discute a movimentação do Centrão no Congresso para limitar o acesso de partidos pequenos ao STF.

    Davi Alcolumbre (Senado) e Hugo Motta (Câmara) defendem restrições a ações judiciais contra decisões legislativas, alegando excesso de judicialização.

    A crítica, porém, é que a medida visa enfraquecer o controle de constitucionalidade e silenciar vozes minoritárias, como PSOL, Rede e Novo, que frequentemente recorrem ao Supremo para barrar leis abusivas.

    O texto lembra que, no governo Bolsonaro, ações de partidos minoritários impediram retrocessos como o desmonte do Estatuto do Desarmamento e a negação de água a indígenas. Agora, sob o governo Lula, a ofensiva do Centrão ganha novo fôlego, especialmente após o PSOL contestar no STF a derrubada de um decreto sobre o IOF antes mesmo da Advocacia-Geral da União (AGU) se manifestar.

    Mello Franco destaca a análise do jurista Daniel Sarmento (UERJ): partidos pequenos são essenciais para defender minorias contra majoritários autoritários. O risco, segundo o colunista, é que, sob o pretexto de “racionalizar” o Judiciário, o Congresso queira blindar decisões inconstitucionais — um desafio que o governo Lula precisará enfrentar para manter o equilíbrio entre os Poderes.

    O ponto central do artigo de Mello Franco é a manobra do Centrão, que, se aprovada, pode concentrar ainda mais poder no Legislativo, reduzindo a capacidade de oposição e da sociedade de questionar leis no STF — um risco democrático que ecoa tanto no governo Bolsonaro quanto no atual.



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