
MARINA SILVA (microfone) e TEREZA CAMPELLO (de preto) acompanham os anúncios na 15a GCF Task Force | Divulgação SECOM
Iniciativas fortalecem comunidades quilombolas e extrativistas com recursos do Fundo Amazônia – SAIBA MAIS
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Brasília, 23 de maio de 2025
O Governo Federal, sob a liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), anunciou a alocação de cerca de R$ 70 milhões do Fundo Amazônia para projetos de sustentabilidade na Amazônia Legal.
A iniciativa, divulgada na quarta-feira (24/mai), visa apoiar comunidades tradicionais, com destaque para 40 territórios quilombolas e pequenos produtores rurais no Amazonas.
O projeto “Naturezas Quilombolas”, coordenado pelo Ministério da Igualdade Racial (MIR) e pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), destinará R$ 33 milhões para práticas de gestão ambiental e territorial, beneficiando diretamente cerca de 1,3 milhão de quilombolas, conforme dados do Censo 2022 do IBGE.
“O objetivo é garantir a sustentabilidade dos modos de vida e atividades produtivas”, afirmou a ministra Anielle Franco, segundo informações da SECOM (Secretaria de Comunicação Social).
No Amazonas, outros R$ 39 milhões do Fundo Amazônia serão direcionados a 2,4 mil famílias de pequenos produtores rurais e extrativistas na região do médio Juruá, impactando mais de 10,4 mil pessoas em 76 comunidades.
Executado pela Associação dos Produtores Rurais de Carauari (Asproc), o projeto fortalece cadeias produtivas de óleos vegetais, açaí e pescado, promovendo o comércio ribeirinho em áreas isoladas que demandam até 52 horas de viagem para centros urbanos.
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“Esse projeto vai aprimorar os processos produtivos agroextrativistas e preservar uma área de grande biodiversidade”, destacou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.
A iniciativa também inclui capacitação e infraestrutura para garantir segurança alimentar e manejo sustentável de 75 milhões de hectares de floresta.
Além disso, o Fundo Amazônia, reativado em 2023 após quatro anos de paralisação, já acumula R$ 4,5 bilhões em doações de países como Noruega, Alemanha, EUA, Reino Unido, Dinamarca, Suíça, Japão e da Petrobras, apoiando 125 projetos no total.
Em 2023, o fundo alcançou um recorde de R$ 1,3 bilhão em aprovações, incluindo ações de restauração florestal e combate a incêndios, como os R$ 45 milhões destinados ao Corpo de Bombeiros do Maranhão para modernização de frotas e capacitação.
“Esses recursos são estratégicos para mitigar prejuízos ambientais e à saúde humana”, afirmou a diretora do BNDES, Maria Fernanda Coelho, segundo o Ministério do Meio Ambiente.
O BNDES também anunciou, via redes sociais, que os recursos para os quilombolas reforçam a conservação da Amazônia Legal, enquanto outro projeto de R$ 80 milhões do Fundo Clima apoiará a restauração de 15 mil hectares degradados na Amazônia e Mata Atlântica, gerando empregos e créditos de carbono.
“A Amazônia é decisiva no equilíbrio climático e para a conectividade de comunidades”, destacou Mercadante.
Essas ações alinham-se ao compromisso de redução de 50,5% no desmatamento da Amazônia em 2023, segundo o Inpe, rumo à meta de desmatamento zero até 2030.












