Planalto intensifica confronto com Centrão após revés em medida tributária, impactando Orçamento 2026 e alianças políticas
Brasília, 11 de outubro de 2025
Em uma escalada de tensões políticas que sacode o eixo Brasília–Planalto, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva reagiu à derrubada da Medida Provisória 1.303/2025 na Câmara dos Deputados com demissões estratégicas na Caixa Econômica Federal.
Indicados pelos partidos PP e PL, como executivos ligados ao Centrão, foram destituídos em cargos de vice-presidência e diretorias, sinalizando um endurecimento da articulação governista.
As saídas, anunciadas na sexta-feira (10/out), incluem Paulo Rodrigo de Lemos Lopes, vice-presidente de Sustentabilidade e Cidadania Digital, indicado por lideranças do PL, e José Trabulo Junior, consultor à presidência do banco, ligado ao presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI).
Essas movimentações expõem as fissuras na base aliada e podem impactar negociações futuras no Congresso Nacional, conforme reporta a CNN Brasil.
A medida provisória, que previa taxação unificada de 18% sobre aplicações financeiras e apostas para gerar até R$ 17 bilhões em 2026, caducou na quarta-feira (8/out) por 251 votos a 193, após articulação da oposição e do Centrão, deixando um rombo estimado em R$ 35 bilhões nas contas públicas do ano eleitoral.
A retaliação expõe fissuras na base aliada, com o líder petista Lindbergh Farias acusando caciques como Ciro Nogueira (PP) e Antônio Rueda (União Brasil) de antecipar o calendário de 2026 em detrimento da estabilidade fiscal.
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Sem a MP, o Ministério da Fazenda avalia bloqueios de emendas parlamentares em 2025 e ajustes via IPI ou IOF para cumprir a meta de superávit primário de 0,25% do PIB.
Analistas veem no episódio um teste de fogo para as negociações orçamentárias, onde o governo pode recorrer a contingenciamentos ou novas propostas para evitar paralisia em programas sociais.
A manobra na Caixa, banco chave para repasses federais, reforça a percepção de que o Planalto não tolerará mais sabotagens, mas arrisca isolar aliados no Congresso.
Esse embate não é mero ajuste de cadeiras: ele redefine o tabuleiro político rumo às urnas, onde cada bilhão perdido pode custar narrativas eleitorais.
Com o Centrão sinalizando maior autonomia, o governo Lula busca reequilibrar forças antes que o rombo fiscal vire munição para adversários.
As próximas semanas prometem mais rodízio de cargos e barganhas intensas no Congresso.








Estou boquiaberto em saber que no governo progressista há pessoas indicadas pela ultra direita. O PP é do centrão, mas PL?
É isso aí, se não querem colaborar com o Brasil, pede pra sair!! ❤️❤️❤️
_Dormindo com o inimigo. Não entendo o receio de escantear esses sanguessugas da direita no executivo. Estando ao lado ou não, eles sabotam tudo.
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