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Governo Lula demite indicados de PP e PL na Caixa após queda da MP da ‘Taxação BBB’ e fiscal

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    José Trabulo
    José Trabulo Junior / Foto: Lucas Dias/GP1 | Rodrigo de Lemos Lopes na abertura do Global Meeting/Finanças Sustentáveis / Crédito: portal GLOBAL ESG | Presidente Lula / Foto: Valter Campanato/Agência Brasil


    Planalto intensifica confronto com Centrão após revés em medida tributária, impactando Orçamento 2026 e alianças políticas



    Brasília, 11 de outubro de 2025

    Em uma escalada de tensões políticas que sacode o eixo BrasíliaPlanalto, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva reagiu à derrubada da Medida Provisória 1.303/2025 na Câmara dos Deputados com demissões estratégicas na Caixa Econômica Federal.

    Indicados pelos partidos PP e PL, como executivos ligados ao Centrão, foram destituídos em cargos de vice-presidência e diretorias, sinalizando um endurecimento da articulação governista.

    As saídas, anunciadas na sexta-feira (10/out), incluem Paulo Rodrigo de Lemos Lopes, vice-presidente de Sustentabilidade e Cidadania Digital, indicado por lideranças do PL, e José Trabulo Junior, consultor à presidência do banco, ligado ao presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI).

    Essas movimentações expõem as fissuras na base aliada e podem impactar negociações futuras no Congresso Nacional, conforme reporta a CNN Brasil.

    A medida provisória, que previa taxação unificada de 18% sobre aplicações financeiras e apostas para gerar até R$ 17 bilhões em 2026, caducou na quarta-feira (8/out) por 251 votos a 193, após articulação da oposição e do Centrão, deixando um rombo estimado em R$ 35 bilhões nas contas públicas do ano eleitoral.

    A retaliação expõe fissuras na base aliada, com o líder petista Lindbergh Farias acusando caciques como Ciro Nogueira (PP) e Antônio Rueda (União Brasil) de antecipar o calendário de 2026 em detrimento da estabilidade fiscal.

    Sem a MP, o Ministério da Fazenda avalia bloqueios de emendas parlamentares em 2025 e ajustes via IPI ou IOF para cumprir a meta de superávit primário de 0,25% do PIB.

    Analistas veem no episódio um teste de fogo para as negociações orçamentárias, onde o governo pode recorrer a contingenciamentos ou novas propostas para evitar paralisia em programas sociais.

    A manobra na Caixa, banco chave para repasses federais, reforça a percepção de que o Planalto não tolerará mais sabotagens, mas arrisca isolar aliados no Congresso.

    Esse embate não é mero ajuste de cadeiras: ele redefine o tabuleiro político rumo às urnas, onde cada bilhão perdido pode custar narrativas eleitorais.

    Com o Centrão sinalizando maior autonomia, o governo Lula busca reequilibrar forças antes que o rombo fiscal vire munição para adversários.

    As próximas semanas prometem mais rodízio de cargos e barganhas intensas no Congresso.



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    3 comentários em “Governo Lula demite indicados de PP e PL na Caixa após queda da MP da ‘Taxação BBB’ e fiscal”

    1. CARLOS MARLI DA SILVA BOEIRA

      Estou boquiaberto em saber que no governo progressista há pessoas indicadas pela ultra direita. O PP é do centrão, mas PL?

    2. Vania Barbosa Vieira

      É isso aí, se não querem colaborar com o Brasil, pede pra sair!! ❤️❤️❤️

      1. Ederson Aquistapasse

        _Dormindo com o inimigo. Não entendo o receio de escantear esses sanguessugas da direita no executivo. Estando ao lado ou não, eles sabotam tudo.

    Os comentários estão fechados.

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