Cláudio Castro (Rio de Janeiro), Ratinho Júnior (Paraná), Romeu Zema (Minas Gerais) e Tarcísio de Freitas (São Paulo) evitaram declarações públicas sobre a operação da PF que mirou o ex-presidente
Os governadores Cláudio Castro (PL-RJ), Ratinho Júnior (PSD-PR), Romeu Zema (Novo-MG), Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), evitaram declarações públicas sobre a operação da PF (Polícia Federal) ‘Tempus Veritatis‘, de terminada pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Alexandre de Moraes, que mirou o ex-mandatário e seu entorno por tentativas de golpe e de desacreditar o processo eleitoral de 2022.
Na visão de especialistas, o silêncio dos quatro diante da operação é esperado:
“Eles não fazem uma fala apoiando as investigações porque dessa maneira estariam rompendo com o bolsonarismo. Ao mesmo tempo, eles não se manifestam contra para não se vincularem“, diz a cientista política Michelle Fernandez, da Universidade de Brasília (UNB), conforme transcreve ‘O Globo‘.
Na avaliação da cientista política Mayra Goulart, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a busca pelo equilíbrio se explica pelas necessidades da função do Executivo diante do seu eleitorado:
“Um governador que está no poder não pode depender de um nicho político muito específico, como é o caso do bolsonarismo. Ao mesmo tempo, não podem se descaracterizar para não perder espaço“, diz a especialista”.
Nas últimas duas semanas, os quatro chefes de Executivo estiveram em agendas com o Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com quem trocaram afagos em eventos de entrega de obras e parcerias, diz o jornal.
Desde o início deste mandato, os governadores tentam se equilibrar entre a relação com o governo federal e os acenos ao eleitorado do ex-presidente.

─ Depois do cachorro morto, até as pulgas abandonam.
Os comentários estão fechados.