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Governador do Amazonas deve virar réu no STJ e ser afastado do cargo

    Na véspera da abertura da CPI, a PGR denunciou Wilson Lima (PSC) e mais 17 por corrupção na compra de respiradores

    O Governador do Estado do Amazonas, Wilson Lima (PSC), deve virar réu nos próximos dias e ministros do STJ (Superior Tribunal de Justiça), que receberam a denúncia da PGR contra o pessecista e mais 17 por corrupção na compra de respiradores, avaliam que ele deve ser afastado do cargo, disse o jornalista Robson Bonin, da coluna Radar da Veja.

    A Corte pautou a avaliação para o próximo dia 2 de junho. “Se recebida a denúncia pela Corte, é difícil não afastar o governador do cargo”, disse “um ministro do tribunal ao Radar”, conforme escreveu o jornalista antes de acrescentar que “Lima é alvo da tropa governista na CPI da Pandemia, que deseja dividir com governadores a responsabilidade pelo caos no combate ao coronavírus no país”.

    No final de abril, foram denunciados pela PGR ao SJT o governador do Amazonas, o vice-governador, Carlos Almeida (PTB), o secretário chefe da Casa Civil do estado, Flávio Antony Filho, o ex-secretário de Saúde Rodrigo Tobias e outras 14 pessoas, entre servidores públicos e empresários.

    A investigação, que começou no ano passado após notícias de que 28 aparelhos respiradores haviam sido comprados de uma loja de vinhos, os políticos, servidores e empresários foram enquadrados em crimes e já ocorreram três fases de medidas, como busca e apreensão, autorizadas pelo ministro Francisco Falcão, relator do caso no STJ.

    Segundo a subprocuradora-geral da República Lindôra Araújo, que assina a denúncia, instalou-se na estrutura burocrática do Governo do Amazonas, sob o comando de Lima, “uma verdadeira organização criminosa que tinha por propósito a prática de crimes contra a Administração Pública, especialmente a partir do direcionamento de contratações de insumos para enfrentamento da pandemia, sendo certo que, em pelo menos uma aquisição, o intento se concretizou”.

    A denúncia acusa o governador de exercer o comando dessa organização criminosa voltada à prática de crimes diversos, sobretudo dispensa indevida de licitação (art. 89, Lei 8.666/93), fraude à licitação (art. 96, I, Lei 8.666/93) e peculato (art. 312, CP), todos descritos detalhadamente na peça enviada ao STJ.

    No caso do peculato, os denunciados são acusados de desviar, em benefício dos integrantes da organização criminosa, valores de que tinham a posse em razão dos cargos públicos ocupados, causando prejuízo ao erário de pelo menos  2,1 milhões de reais.

    O governador e um servidor também são acusados de embaraçar as investigações da organização criminosa por meio da adulteração de documentos. A denúncia se baseia em uma série de documentos, depoimentos e trocas de mensagem entre os investigados, apreendidas nas operações realizadas pela PGR. O órgão pede a condenação dos denunciados, a perda do cargo pelos servidores públicos e o pagamento de indenização no valor do que foi desviado.

    Foi ainda apresentada ao STJ uma segunda denúncia contra Wilson Lima e três servidores – incluindo o ex-secretário de Saúde –, acusados de peculato em proveito de duas empresas específicas e seus sócios, devido ao fretamento indevido de aeronave para o transporte de respiradores.

    Nesse caso, a PGR pede que os servidores públicos sejam condenados à perda de seus cargos e, juntamente com o governador, ao pagamento de indenização por danos morais coletivos no valor de 191.852,80 reais, equivalente ao prejuízo ao erário estimado.


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