O PGR justificou o pedido ao ministro do STF alegando que o primo dos filhos mais velhos do ex-presidente descumpriu medidas cautelares ao deixar o País e ir para a Argentina, onde busca asilo político, o que demonstraria “descaso com a aplicação da lei penal” e “desrespeito às decisões ” da Corte – SAIBA MAIS
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Brasília, 1º de abril de 2025
A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta terça-feira (1º/abr), a prisão preventiva de Leonardo Rodrigues de Jesus, conhecido como Léo Índio.
O primo dos filhos mais velhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), é réu por envolvimento nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, que resultaram na invasão e depredação das sedes dos Três Poderes em Brasília.
O pedido foi feito pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, ao ministro Alexandre de Moraes, que agora decidirá se acata ou não a solicitação.
A PGR justificou o pedido alegando que Léo Índio descumpriu medidas cautelares ao deixar o Brasil e ir para a Argentina, onde busca asilo político, o que demonstraria “descaso com a aplicação da lei penal” e “desrespeito às decisões do STF“.
Ele havia tido seus passaportes cancelados como medida cautelar, mas conseguiu cruzar a fronteira usando apenas o RG, permitido entre países do Mercosul.
Em 8 de janeiro de 2023, em Brasília, Léo Índio participou ativamente da invasão às sedes dos Três Poderes (Palácio do Planalto, Congresso Nacional e Supremo Tribunal Federal), que foram depredadas por apoiadores de Bolsonaro que buscavam contestar o resultado das eleições de 2022 e promover uma ruptura democrática no Brasil.
Especificamente, Léo Índio é acusado de crimes como:
- Tentativa de golpe de Estado – por supostamente atuar para subverter a ordem democrática e impedir a posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva.
- Abolição violenta do Estado Democrático de Direito – relacionado à tentativa de derrubar as instituições democráticas por meio de ações violentas.
- Associação criminosa armada – por integrar um grupo organizado que planejou e executou os ataques.
- Dano qualificado – pela destruição de bens públicos durante a invasão.
- Deterioração de patrimônio tombado – devido aos danos causados a edifícios históricos e protegidos, como o STF e o Planalto.
A PGR baseou a denúncia em evidências como registros de sua presença nos locais dos atos, depoimentos e outras provas coletadas durante as investigações.
Além disso, Léo Índio já era conhecido por sua proximidade com a família Bolsonaro e por sua atuação como agitador político em movimentos de extrema-direita.
Após os eventos, ele foi alvo de medidas cautelares, como a proibição de deixar o país, que ele descumpriu ao fugir para a Argentina, o que reforçou o pedido de prisão preventiva pela PGR. O caso está sob análise do ministro Alexandre de Moraes.










