Operação da Polícia Federal em Minas Gerais desmantela esquema que usava identidades fictícias para desviar aposentadorias, com prejuízo milionário aos cofres públicos e valores bloqueados
Brasília, 26 de novembro 2025
A Polícia Federal (PF) desmantelou um esquema criminoso de alta complexidade que atuava como uma “fábrica” de idosos fictícios para fraudar a Previdência Social.
A operação, batizada de Múltiplas Faces, expôs um prejuízo de mais de R$ 2 milhões aos cofres públicos e impediu que outros R$ 830 mil fossem ilegalmente liberados.
Em uma ação conjunta com a Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social (CGINP), conforme mostrou o portal Metrópoles, a força-tarefa descobriu que os golpistas especializaram-se em criar identidades completas e verossímeis para burlar o sistema.
A fraude era arquitetada a partir de documentos falsificados, como RGs e comprovantes de residência, usados para dar vida a personagens irreais de idosos de baixa renda.
Com essa documentação forjada, o grupo inseria pedidos de benefícios assistenciais no INSS como se fossem legítimos.
A investigação da Força-Tarefa Previdenciária identificou, até o momento, oito benefícios que foram concedidos de forma ilegal através dessa artimanha.
Para aprofundar as investigações e individualizar a conduta de cada envolvido, a PF cumpriu cinco mandados de busca e apreensão nas cidades de Contagem, Timóteo e Córrego Novo.
As ordens judiciais foram expedidas pela 2ª Vara Federal Criminal de Belo Horizonte.
Entre os itens apreendidos para análise pericial estão documentos, eletrônicos e registros bancários.
Os investigados agora enfrentam acusações de estelionato qualificado, podendo responder por outros crimes que forem identificados no decorrer da análise do material coletado.
A operação representa um golpe significativo em um esquema que, por meses, drenou recursos públicos destinados aos cidadãos que verdadeiramente necessitam.

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