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Países árabes ameaçam cortar bilhões em Investimentos nos EUA por guerra com Irã

    Pressão orçamentária explode após ataques iranianos: revisão de compromissos bilionários pode forçar Trump a recuar – e mudar o jogo geopolítico global

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    Ataques em Teerã
    Nuvens densas de fumaça sobem sobre edifícios residenciais em Teerã após ataques EUA-Israel; pássaros voam no céu em contraste dramático. Fotógrafo: Majid Asgaripour (via Reuters/WANA)
    RESUMO
    URBS MAGNA - Progressistas por um BRASIL SOBERANO


    Londres (UK) · 06 de março de 2026

    Os Estados do Golfo — especialmente Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Catar — enfrentam grave aperto fiscal provocado pela guerra iniciada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã, o que os leva a reavaliar compromissos internacionais de investimento e contratos vigentes.

    Segundo reportagem do Financial Times, um oficial regional anônimo revelou que três das quatro maiores economias do bloco já debateram conjuntamente as tensões orçamentárias.

    Diversos países do Golfo iniciaram uma revisão interna para determinar se as cláusulas de força maior podem ser invocadas nos contratos vigentes, além de revisar os compromissos de investimento atuais e futuros, a fim de aliviar parte da pressão econômica prevista decorrente da guerra atual”, disse o oficial ao diário internacional londrino.

    A medida é descrita como precaução contra o prolongamento do conflito, que já causa queda na receita energética (devido a interrupções na produção e no transporte pelo Estreito de Ormuz, por onde passa um quinto do petróleo e gás mundial), paralisia no turismo e aviação, além de disparada nos gastos militares.

    Pelo menos dez petroleiros foram atingidos no Golfo, refinarias sauditas sofreram ataques e a principal planta de GNL do Catar foi alvo de drone, forçando QatarEnergy a declarar force majeure — fato confirmado por múltiplas fontes, incluindo Reuters e o próprio Financial Times – atualizado nesta sexta-feira, 6/mar).

    Um assessor governamental do Golfo alertou que a possibilidade de revisão de aportes chamou atenção da Casa Branca, pois os fundos soberanos da região são os mais volumosos e ativos do planeta.

    Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Catar haviam prometido centenas de bilhões de dólares em investimentos nos Estados Unidos após visita de Donald Trump à região no ano passado.

    Qualquer retração poderia intensificar pressão diplomática sobre Trump para buscar cessar-fogo.O descontentamento ganhou voz pública com Khalaf al-Habtoor, influente empresário emirati e ex-parceiro de negócios de Trump, que postou no X quinta-feira (5/mar):

    Uma pergunta direta: Quem lhe deu autoridade para arrastar nossa região para uma guerra com o Irã? E com base em quê você tomou essa decisão perigosa?

    Ele prosseguiu questionando o destino de bilhões aportados em planos de reconstrução de Gaza e no “Board of Peace [Conselho de Paz]” promovido por Trump:

    Esses países têm o direito de perguntar hoje: para onde foi esse dinheiro? Estamos financiando iniciativas de paz ou financiando uma guerra que nos expõe ao perigo?

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    A crítica reflete frustração crescente nos Estados do Golfo, que haviam pressionado Trump por diplomacia antes do conflito e agora arcam com retaliações iranianas diretas contra bases americanas, aeroportos, hotéis e infraestrutura energética na região – The New York Times e Bloomberg repercutiram o impacto econômico global, com alertas para alta do petróleo e risco de recessão).

    Até esta sexta-feira (6/mar), as revisões seguem em fase interna e preventiva, sem confirmação de retiradas efetivas de capital.

    O Financial Times também reportou que o ministro de Energia do Catar previu paralisação total das exportações energéticas regionais “em dias” caso o conflito persista, com potencial de elevar o barril a US$ 150.

    Retrato de Alexandr Wang discutindo o futuro da colaboração homem-IA, capturado por Ethan Pines para Forbes.
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    Fumaça sobe
    Fumaça sobe atrás da Torre Azadi, ou Torre da Liberdade, após um ataque militar conjunto dos EUA e de Israel, em Teerã, Irã, em 3 de março de 2026. (Foto AP)



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