“Querem determinar as palavras que ele pode ou não pode dizer sobre o massacre da população civil em Gaza“, escreve a Presidente Nacional do Partido dos Trabalhadores – LEIA A ÍNTEGRA
“É impressionante a arrogância dos editoriais do Globo e Estadão de hoje.
Querem censurar o presidente Lula, determinar as palavras que ele pode ou não pode dizer sobre o massacre da população civil em Gaza.
A mesma censura que nos impõem sobre manifestações em solidariedade aos palestinos ao redor do mundo“, escreve a deputada federal pelo Paraná, Gleisi Hoffmann – presidente do maior partido de esquerda da América Latina e segundo do Brasil em número de filiações, atrás do MDB.
“Precisamos recorrer à mídia estrangeira para saber das marchas de centenas de milhares na Europa e até nos EUA, porque os donos da nossa imprensa não admitem que há dois lados nessa guerra, não apenas o que eles apoiam”, observa a parlamentar.
“Aferram-se a uma discussão bizantina, sobre o emprego da palavra terrorismo, para no fundo sancionar a retaliação bárbara e desproporcional do governo Netanyahu aos condenáveis ataques do Hamas a civis de Israel”, reclama a deputada.
“Primitivo” é impor a lei do mais forte numa região ocupada por meio da violência”, diz, referindo-se a um dos termos usados pelo jornal ‘O Estado de S. Paulo‘, que diz, repetindo conteúdos anteriores escritos infundadamente e a esmo, com a peculiar e reconhecível técnica de difamação, que o Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), “distorceu completamente o cenário da guerra, igualou situações inigualáveis e confirmou sua incapacidade de perceber a complexidade do mundo, prisioneiro que é do ranço ideológico de uma esquerda primitiva“.
“Desequilíbrio” é escolher entre seres humanos os que podem ser mortos e aqueles que podem matar”, prossegue Gleisi, desta vez em referência a outro trecho do editorial do jornal ‘O Globo‘, que, utilizando um parâmetro que em verdade é desequilibrado, diz que “a postura de Lula tem mostrado desequilíbrio” por ele não receber “nenhum representante de entidade judaica“.
“Descabido” é proibir Lula de receber um artista como Roger Waters por causa de suas posições políticas”, destaca a Presidente do Partido fundado pelo estadista, agora se referindo a passagem em que os autores anônimos escrevem que “duas semanas depois dos ataques” do Hamas, no 7 de outubro, “confraternizou com o roqueiro” e, “ao receber os repatriados de Gaza, Lula nem mesmo citou os israelenses ainda mantidos reféns“.
Por fim, Gleisi observa uma verdade absoluta que as mídias brasileiras ignoram: o fato de que “Lula elevou o Brasil a um protagonismo inédito na diplomacia internacional, até por expor corajosamente os limites do sistema unipolar em que vivemos”.
E acerta, de novo, sobre “os donos mesquinhos da nossa imprensa“, que “é isso que incomoda tanto”.



