Ministra lembra que Tarcísio vestiu o Boné MAGA e apoiou a traição de Eduardo Bolsonaro à pátria

Brasília (DF) · 05 de janeiro de 2026
A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), disparou contra o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), qualificando suas declarações como um ápice de cinismo.
A controvérsia eclodiu após Tarcísio publicar um vídeo no sábado (3/jan), no qual insinuou a conivência brasileira com o regime venezuelano, afirmando que a ditadura de Nicolás Maduro prosperou graças à “omissão e até apoio explícito de quem chamou um ditador de companheiro”.
Embora sem menção direta, a alfinetada foi interpretada como uma investida contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que restabeleceu laços diplomáticos com Caracas em 2023 e manteve diálogo com Maduro durante seu mandato.
Respondendo em sua conta no X (antigo Twitter) no domingo (4/jan), Gleisi não poupou adjetivos, retratando Tarcísio como alinhado a interesses estrangeiros e ações que minam a soberania nacional.
Em postagem que viralizou, ela escreveu:
Essa réplica não apenas defende a postura de Lula, mas também evoca episódios recentes que, segundo a ministra, expõem a duplicidade do governador.
O pano de fundo dessa troca de farpas é a escalada na crise venezuelana, marcada pelo sequestro de Maduro pelas forças dos Estados Unidos – um desdobramento que Tarcísio celebrou em seu vídeo como “o primeiro passo no caminho da liberdade para a Venezuela”, alinhando-se à narrativa de intervenção externa.
Fontes como o jornal O Estado de S. Paulo destacam que Tarcísio, em entrevista exclusiva, considerou um equívoco a condenação de Lula à ofensiva norte-americana, argumentando que o Brasil errou ao não se posicionar mais firmemente contra o regime chavista.
Gleisi rebateu Tarcísio enfatizando seu histórico de apoio a medidas como as tarifas impostas por Donald Trump ao Brasil, que afetaram exportações de carne, frutas e café – uma comemoração que a ministra qualificou como submissão a agendas externas.
A aliada do Presidente do Brasil ainda resgatou o apoio do governador à anistia para os envolvidos nos atos extremistas de 8 de Janeiro de 2023 em Brasília, e a suposta cumplicidade com a “traição à pátria” do deputado Eduardo Bolsonaro, que teria conspirado contra instituições nacionais.
Esses pontos, exclusivos da postagem da ministra ampliam o debate para além da Venezuela, questionando a coerência ideológica do governador, ex-ministro da Infraestrutura no governo Bolsonaro.
Analistas políticos observam que esse confronto reflete tensões mais amplas entre esquerda e direita no Brasil, especialmente com a reaproximação de Lula e Trump – incluindo negociações que levaram à revogação de sanções contra o ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal, como noticiado em postagens anteriores de Gleisi em 12/dez de 2025.
A ministra tem sido voz ativa em rebater governadores oposicionistas, posicionando o governo federal como guardião da soberania diante de intervenções estrangeiras.
Tarcísio critica o que vê como leniência ideológica, mas Gleisi contrapõe com acusações de oportunismo, reforçando a narrativa de que o bolsonarismo prioriza alianças internacionais em detrimento dos interesses brasileiros.
Esse episódio, ocorrido em meio a negociações diplomáticas sensíveis, pode influenciar o tabuleiro eleitoral rumo a 2026, onde nomes como Tarcísio surgem como potenciais candidatos da direita, conforme análise da revista britânica The Economist em matéria recente.

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Só quem esqueceu a postura ideológica do governador de SP, é quem podería exigir deste, alguma coerência, o sujeito em questão, já fez muitas demostrações, como indicou à ministra, de oportunismo político onde sempre ficou evidente, que busca a forma de ficar bem com a direita.
Tarcísio é um bolsonarista de carteirinha…se engana quem acha que ele é “moderado”…
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