Eles estão “falseando os fatos e a história, na tentativa de apresentar o PT e o governo do presidente Lula como supostos vilões de uma guerra em que lutamos exclusivamente pela paz e pelos direitos humanos“, afirmou a Presidente Nacional do PT – LEIA A ÍNTEGRA
A deputada federal pelo Paraná e Presidente Nacional do Partido dos Trabalhadores, Gleisi Hoffmann, afirmou em suas redes sociais, na tarde desta sexta-feira (13), que “é impressionante a quantidade de mentiras que a extrema-direita e seus porta-vozes, inclusive na mídia, vêm espalhando desde o início dessa guerra na Faixa de Gaza“.
Gleisi se referiu ao polêmico debate sobre as razões que motivaram o grupo radical palestino Hamas a invadir o território israelense no sábado (7/10), dando início a uma reação violenta por parte de Israel. O primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, afirmou hoje que seu país está “lutando pelo nosso lar como leões” e acrescentou que o Estado “nunca esquecerá ou perdoará os “atos horríveis dos nossos inimigos”“.
Desde as primeiras horas dos ataques, deputados de oposição ao governo do Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), iniciaram a veiculação da informação de que o Hamas parabenizou o estadista em 2022, por sua vitória na eleição presidencial contra o hoje ex-presidente inelegível, Jair Bolsonaro (PL).
Gleisi disse, em uma longa publicação em sua conta no microblog ‘X’, que “manipulações cretinas misturam religião com ideologia e geopolítica, falseando os fatos e a história, na tentativa de apresentar o PT e o governo do presidente Lula como supostos vilões de uma guerra em que lutamos exclusivamente pela paz e pelos direitos humanos“.
“O presidente Lula“, explica Gleisi, “se colocou imediatamente como interlocutor de uma solução pacífica, convocou o Conselho de Segurança da ONU [Organização das Nações Unidas] e mobilizou outros chefes de Estado nessa direção“.
A parlamentar prosseguiu afirmando que Lula também “organizou a maior e mais bem-sucedida operação de resgate de brasileiros(as) numa região de conflito em nossa história“, além de trabalhar “incessantemente pelo cessar-fogo, onde está eclodindo uma crise humanitária“.
“Lula“, diz Gleizi, “acerta neste momento de crise, como vem acertando na missão de reconstruir o Brasil, destruído pelos que hoje mentem no submundo das redes, com repercussão na mídia“.
“É sempre assim: incapazes de nos enfrentar no debate das políticas públicas para o povo, das ações para a retomada do crescimento e da geração de empregos; incapazes do nos enfrentar na realidade do Brasil, tentam desviar o debate para longe“, afirmou a deputada. “Sempre mentindo e manipulando“, insistiu.
“Que tal debater nossa própria guerra, contra a fome, a desigualdade, o desemprego e a violência? Que tal declarar guerra à mentira e à manipulação da fé e dos valores?“, propôs.
Na sequência, Gleisi Hoffmann expões a posição do Partido dos Trabalhadores sobre o conflito no Oriente Médio, “para deixar claro, de uma vez por todas“, conforme escreveu na rede social:
“1) Desde sua fundação, em 1980, o PT alinha-se à posição histórica da diplomacia brasileira que é a defesa do direito de autodeterminação do povo palestino e a solução de dois estados, Israel e Palestina, convivendo lado a lado, em paz e segurança e com fronteiras internacionalmente reconhecidas.
2) Também desde sua fundação, o PT apoia a causa palestina, pela devolução dos territórios ocupados e a sobrevivência digna de seu povo. Sempre entendemos que esta é uma questão humanitária e de respeito à democracia, aos direitos humanos, aos tratados internacionais e resoluções da ONU na direção da paz.
3) O PT mantém diálogo público com diversas entidades representativas do povo palestino e, da mesma forma, com entidades dos judeus. Temos palestinos, árabes e judeus atuando no partido, de forma democrática e tolerante.
4) Já esclarecemos que não mantemos relações com grupo Hamas e também não o declaramos uma “organização terrorista”. Nem o governo brasileiro pode fazê-lo. Essa caracterização compete à Assembleia Geral da ONU, que não adotou tal resolução quando apresentada.
5) O PT declarou-se solidário às vítimas em Israel e na Faixa de Gaza. Condenamos tanto o ataque do Hamas quanto a resposta do governo de Israel, pela violência contra civis de ambos os lados, e alertamos para a gravíssima crise humanitária em Gaza, que irá se transformar, se nada for feito pelas autoridades mundiais, num dos maiores genocidios da nossa história“.
