“Isso não pode ficar impune“, diz a Presidenta do PT sobre o “chamamento ao vale-tudo, à mentira industrial, à virada de mesa, ao uso da máquina, à espionagem, à manipulação eleitoreira da religiosidade e do orçamento público“
“A reunião ministerial de Bolsonaro, cujo vídeo foi divulgado hoje [sexta-feira 9/2], é um escracho com o país”, escreve a Presidente do Partido dos Trabalhadores e deputada federal pelo Paraná, Gleisi Hoffmann, em sua conta oficial na plataforma social de microblogging ‘X’.
A parlamentar chama a atenção para o fato de que o encontro, de mais de 90 minutos, entre a equipe de governo e o ex-presidente hoje duplamente declarado inelegível pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) não tratou “em que nenhuma vez”, durante todo o tempo, “dos problemas do povo brasileiro e possíveis soluções”.
“Nada sobre saúde, educação, emprego, renda, segurança…”, que exemplos de temas obrigatórios para as reuniões do Executivo. Segundo Gleisi, o que se viu foi “uma pregação ideológica e política sem precedentes, recheada de palavrões e distratos”.
E, ao contrário do que Bolsonaro sempre quis demonstrar aos seus seguidores enganados por sua falsa moral, a reunião ministerial também não teve “nada de prática cristã”.
“Assistimos a um filme de terror sobre a ameaça de fazer do Brasil uma ditadura fascista”, prossegue a gestora do Partido que o Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da SIlva, ajudou a fundar, na década de 1980, há 44 anos.
Bolsonaro se mostrou, nas imagens que motivaram a ‘Operação Tempus Veritatis‘, cuja divulgação foi autorizada pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, “um presidente desesperado e disposto a qualquer coisa para impedir a vitória de Lula, que as pesquisas apontavam faltando menos de três meses para as eleições”.
O encontro foi “um desfile de calúnias contra o PT, Lula, a Justiça Eleitoral, ministros do STF, membros do Congresso”, diz a deputada. “Um chamamento ao vale-tudo, à mentira industrial, à virada de mesa, ao uso da máquina, à espionagem, à manipulação eleitoreira da religiosidade e do orçamento público. Isso não pode ficar impune!”
