Gleisi prova com vídeo ‘didático’ que Petrobras é ‘solução’ após Bolsonaro afirmar que é ‘problema’

A deputada federal e presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, Gleisi Hoffmann, durante discurso na Câmara dos Deputados no último dia 27, quando argumentou sobre a destruição da Petrobras pelo governo Bolsonaro, que foi iniciada anos antes, na gestão de Michel Temer


PROGRESSISTAS POR UM BRASIL SOBERANO

Segundo a deputada, o brasileiro é enganado pelo presidente, que usou a ‘conversinha’ em uma roda de líderes do G20, no encontro em Roma – IT

Após o presidente do Brasil afirmar, em uma roda de conversa entre líderes mundiais no encontro do G20, em Roma, Itália, que a Petrobras é um ‘problema’ para o país, a presidente do Partido dos Trabalhadores e deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR) postou em seu perfil no Facebook um vídeo que considerou ‘muito didático’ para, segundo ela, mostrar ‘como o preço da gasolina podia ser mais baixo e a importância de se ter uma Petrobras para o povo brasileiro’.

De acordo com a mensagem da produção postada na rede social TikTok, pelo perfil @helio.seco.jr, ‘o litro da gasolina poderia custar R$ 3,95, mas por ‘culpa’ do PPI isso não é possível.

O ‘Preço de Paridade de Importação (PPI)’ passou a ser praticado pela Petrobras a partir da gestão de Pedro Parente, que atuou no governo de Michel Temer na condição de presidente da petroleira, em 2016.

Assista ao vídeo compartilhado por Hoffmann e leia mais a seguir:

Na quarta-feira (27/10), Hoffmann discursou no plenário da Câmara dos Deputados sobre o tema, em reação ao desejo de Bolsonaro privatizar a Petrobras. ‘Não ousem’, escreveu ela no título do vídeo postado em seu canal na mesma plataforma.

A deputada afirmou que ‘é tanta cretinice deste governo que a gente nem sabe o que foca pra lamentar’.

‘Não basta fazerem o que já estão fazendo com a Petrobras e ainda querem vender e entregar a maior empresa brasileira – um instrumento, que nós temos, de desenvolvimento do país?’, questionou indignada.

Segundo a deputada, ‘essa gente, tipo Guedes e Bolsonaro, era a mesma que lá na década de 30, quando Getúlio Vargas colocou-se para fundar a Petrobras e disse que o Brasil tinha petróleo e precisava explorar sua capacidade petrolífera e não depender dos outros, também bradava contra. O mesmo discursinho: que isso dá problema, que não podia, que era um absurdo…’

‘Ainda bem que Getúlio nem ligou pra eles e fez a Petrobras’, diz Gleisi. ‘A maior empresa brasileira; uma estatal forte. E tínhamos petróleo, sim, e começamos a trabalhar e ser autossuficiente em petróleo’, disse.

‘E o presidente Lula, quando assumiu, também fez uma defesa veemente da Petrobras, embora FHC tenha aberto as ações na bolsa, o que foi um erro’, afirmou a presidente nacional do PT.

Na ocasião da descoberta do pré-sal, Lula argumentou, segundo a deputada, que ‘nós temos ainda mais petróleo do que o já explorado’ pela Petrobras e enfrentou as críticas dos opositores sobre o custo para a exploração, mas o ex-presidente não deu ouvidos e prosseguiu com investimentos para a extração do óleo nas camadas profundas do oceano.

A deputada afirmou que o custo para a exploração do pré-sal hoje é o mesmo que na Arábia Saudita, onde o petróleo ‘jorra da areia’.

Gleisi diz que a partir de Temer e Bolsonaro a política da Petrobras mudou. ‘Tiraram a Petrobras’ da condição de ‘operadora única’, ‘abriram a concessão dos poços de pré-sal para as petroleiras internacionais e mudaram a política de preços do petróleo’ com a Política de Paridade Internacional’.

‘Entao nós pagamos o preço em dólar’. frisou a deputada. ‘Hoje a gente exporta petróleo bruto e importa gasolina dos EUA para o povo pagar 7 reais’, disse.

Assista:

Depois de anos praticando preços controlados, sobretudo no governo de Dilma Rousseff (PT), a Petrobras passou a trabalhar com o PPI a partir da gestão de Pedro Parente, em 2016. Desde então, a escala dos preços gerou insatisfações que desencadearam, em 2018, na greve dos caminhoneiros.

Em meio à corrida eleitoral para 2022, o presidenciável Luiz Inácio Lula da Silva aproveitou para atacar a política de preços da companhia ao dizer que “não existe nenhuma razão” para que os preços dos combustíveis sejam internacionalizados, conforme noticiou o Valor Econômico na semana passada, explicando toda a política adotada pela Petrobras desde o golpe contra Dilma Rousseff, em 2016, e contra o PT, que teve LULA como alvo principal.

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