
GLEISI HOFFMANN é entrevistada na GloboNews – Imagem reprodução | Ao fundo, ALEXANDRE DE MORAES e PAULO GONET – Foto de Sérgio Lima/Poder360 | EDUARDO BOLSONARO durante evento da extrema direita – Imagem reprodução | Sobreposição de imagens
“…entraram na seara criminal. Ditadura era o que eles queriam implantar com sua tentativa fracassada de golpe“, afirma a ministra – SAIBA MAIS
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Brasília, 27 de maio de 2025
A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), argumentou em suas redes sociais sobre a conspiração envolvendo o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e a extrema-direita dos Estados Unidos.
Em sua declaração, ela afirmou: “A PGR [Procuradoria-Geral da República] e o STF [Supremo Tribunal Federal] estão comprovando que o Brasil é um país soberano, onde os cidadãos se submetem às leis e não a ameaças e pressões vindas do estrangeiro”.
“Este é o sentido do inquérito aberto no judiciário, por indicação do Ministério Público, contra a conspiração de Eduardo Bolsonaro com a extrema-direita nos EUA”, prosseguiu a ministra.
A denúncia partiu de uma representação criminal protocolada pelo líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), que acusa Eduardo de articular pressões internacionais contra o Supremo Tribunal Federal (STF), visando interferir no processo penal contra seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), réu por tentativa de golpe de Estado.
Hoffmann criticou as ações do deputado, que, segundo ela, “espalhando mentiras contra o ministro Alexandre de Moraes e contra o Brasil, passaram de todos os limites e entraram na seara criminal”.
A PGR e o STF estão comprovando que o Brasil é um país soberano, onde os cidadãos se submetem às leis e não a ameaças e pressões vindas do estrangeiro. Este é o sentido do inquérito aberto no judiciário, por indicação do Ministério Público, contra a conspiração de Eduardo…
— Gleisi Hoffmann (@gleisi) May 27, 2025
O inquérito contra Eduardo Bolsonaro foi aberto pelo STF nesta segunda-feira (26/mai), atendendo a um pedido da PGR, que investiga o parlamentar por coação e tentativa de obstrução de Justiça.
A iniciativa da PGR foi motivada pela representação de Lindbergh Farias, que apontou a atuação de Eduardo nos EUA, onde ele reside atualmente, como uma tentativa de desacreditar o Judiciário brasileiro.
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O deputado teria se reunido com figuras como o deputado republicano Cory Mills e o secretário de Estado Marco Rubio, que cogitou sanções contra o ministro Alexandre de Moraes sob a Lei Global Magnitsky, alegando violações de direitos humanos.
Essa articulação foi interpretada como uma estratégia para pressionar o STF em meio ao julgamento de Jair Bolsonaro, acusado de liderar uma organização criminosa para subverter a democracia em 2022.
Eduardo Bolsonaro tem intensificado sua campanha nos EUA, participando de eventos como o CPAC (Conservative Political Action Conference) – grande evento político, organizado pelos conservadores dos Estados Unidos.
Eduardo também tem compartilhado vídeos que celebram as ameaças de sanções contra Moraes, comemorando a possibilidade de intervenção estrangeira.
Essa postura foi duramente criticada por Gleisi Hoffmann, que classificou as ações como “vergonhosa conspiração de Bolsonaro com a extrema-direita dos EUA”, destacando o risco à soberania nacional.
A PGR agora avalia se as ações de Eduardo configuram crimes contra a ordem democrática, enquanto o STF analisa evidências de sua tentativa de influenciar o processo contra Jair Bolsonaro, que enfrenta acusações de golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito.
O julgamento de Jair Bolsonaro no STF, iniciado em 26 de março, marcou um precedente histórico, sendo a primeira vez que um ex-presidente eleito responde por crimes contra a ordem democrática sob a Constituição de 1988.
A denúncia da PGR, aceita por unanimidade pela Primeira Turma do STF, aponta que Bolsonaro liderou uma organização criminosa com o objetivo de impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva após as eleições de 2022.
O inquérito, que inclui 884 páginas de provas, detalha a articulação de uma minuta golpista e reuniões com comandantes das Forças Armadas, como o almirante Almir Garnier, que teria oferecido apoio à conspiração.
A atuação de Eduardo Bolsonaro nos EUA é vista como uma extensão dessa estratégia, agora sob investigação por comprometer a independência do Judiciário brasileiro.












