Presidente do Partido dos Trabalhadores corrige O Globo, que afirmou que foi o pós-pandemia que promoveu a ascensão social: “Foi Lula” – SAIBA MAIS
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“A ascensão social da maioria dos brasileiros em 2024 é o resultado direto da retomada do emprego e do aumento real dos salários no governo do presidente Lula, mas a manchete do jornal O Globo e o texto da matéria sobre um estudo da Tendências Consultoria escondem o nome do responsável por essa grande mudança“, a firma em sua conta oficial na plataforma de microblog X a Presidenta Nacional do Partido dos Trabalhadores e deputada federal pelo Paraná, Gleisi Hoffmann.
“Por trás dessa ausência no editorial está a comprovação do fracasso das políticas econômicas apoiadas pela mídia desde o golpe do impeachment e no desgoverno Bolsonaro–Guedes. Afinal, os números citados pelo jornal mostram que foi 2015 o último ano em que a renda de mais da metade (51%) da população estava na chamada “classe C” para cima“, escreveu a parlamentar.
“E só agora as famílias das chamadas classes D e E estão se recuperando de anos de desemprego, precariedade e salários sem reajuste”, observou, antes de corrigir o jornal: “Não foi o “pós-pandemia” que promoveu a ascensão social; foi Lula, apesar dos dois anos em que foi sabotado por um BC [Banco Central do Brasil] nomeado pelo governo anterior, que manteve juros estratosféricos”.
A petista se referiu a Roberto Campos Neto, o 27º presidente do BC, que em 2019 foi nomeado pelo ex-presidente que em 2022 se tornou o primeiro chefe de Executivo federal ao não conseguir se reeleger para o cargo, o hoje inelegível até 2030, Jair Bolsonaro (PL), que também foi três vezes indiciado pela PF (Polícia Federal), nos inquéritos da falsificação dos cartões de vacina; das joias sauditas desviadas do acervo da Presidência da República; e da tentativa de golpe de Estado, que aguarda parecer da PGR (Procuradoria-Geral da República).
Campos Neto assumiu o Banco Central em 28 de fevereiro de 2019, onde permaneceu durante 5 anos e 10 meses, até 31 de dezembro de 2024, dando sucessão a Gabriel Galípolo – bacharel em ciências econômicas e mestre em economia política, professor, escritor e ex-banqueiro, como presidente do Banco Fator de 2017 a 2021, ex-diretor de política monetária da autarquia federal, onde também atuou como presidente do Conselho de Administração, além de ter sido secretário-executivo do Ministério da Fazenda, pasta comandada por Fernando Haddad (PT).
Segundo Gleisi Hoffmann, “as maiores ameaças ao processo de inclusão e ascensão social continuam sendo a política monetária absurdamente contracionista e a pressão descabida por cortes nos investimentos públicos, como se este governo não estivesse fazendo um enorme esforço fiscal“, disse na rede social.
Em outubro do ano passado, a Presidenta do PT afirmou que Campos Neto ameaçava “com juros ainda mais altos para exigir o suicídio fiscal do governo“. Na ocasião, o hoje ex-presidente do BC disse que uma redução da taxa Selic não será possível sem um choque fiscal “positivo“.
“O que ele chama de “choque positivo” é cortar recursos dos investimentos que fazem o país crescer, dos programas que atendem a população e dos aposentados, para satisfazer o insaciável mercado financeiro. Que tal dar um choque na Selic, baixando essa taxa de juros indecente, responsável pelo crescimento da dívida pública, que é hoje o maior problema fiscal do Brasil?“, afirmou a deputada do PT.
Por fim, Gleisi disse: “Parabéns, presidente @LulaOficial, por ter colocado o Brasil no rumo certo outra vez“.
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